Eternamente Menina

Serei eternamente menina, nas minhas memórias, nos meus amores, nos meus sorrisos... Esta é uma página, que se pretende não ser apenas de memórias de amores perdidos... mas sim, a lembrança de que o amor nunca morrerá no meu coração de menina...








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  • Quarta-feira, Fevereiro 10, 2010
    Olhares…

    Pintura de Gary Kelley



    Olhas os meus olhos.

    Os teus descem à minha boca
    que sorri e penetras-me
    com a doçura da alma e a
    força de um guerreiro.


    No silêncio da sala
    a música entoa ao som
    do coração e, lentamente,
    como um pestanejar, o calor
    dos nossos corpos aproxima-se
    como cavalo a galope numa pradaria.


    Tuas mãos, minhas mãos,
    percorrem nossos corpos
    que se desnudam em cada dedo que toca
    nossas peles sedentas de magia.


    Olho-te. Olhas-me.
    E neste olhar está toda a febre
    do sentir a ânsia de cada beijo
    língua a língua escorrendo o mel da fantasia.


    Na boca do meu corpo relembro
    o teu beijar.


    Orgasmos… mil deleites que
    quero recordar na tua língua
    que me percorre sem cessar.


    A exaltação dos nossos corpos
    como música - The Master
    frenesim do desejo - Divine
    que se ignora na paixão da pele
    que comunga o mesmo sentir.


    Olhas-me. Olho-te.


    E nesse olhar de amor
    desnudo
    selvagem
    ardente
    que sente
    com a mente
    o desejo
    de penetrar
    possuir
    com o tesão
    do nosso sentir. 


    Olho-te. Olhas-me.


    No desejo saciado
    de nossos corpos
    em leito descansados…

    Olhas-me. Olho-te.
    E sorrimos

    Publicado por menina_marota em 02/10 às 07:35 PM
    Categoria: Poesia • (10) Comentários
    Quarta-feira, Janeiro 13, 2010
    Chuva de Letras…


    Fotografia de Alexander Vasilenko




    Chove.


    O vento sibilante entoa nas janelas fechadas mas eu sinto o meu corpo quente como nas tardes de Verão em que o vento me segredava poesias infinitas… em palavras arrojadas de significados como o desejo de uma donzela perante o seu primeiro amor.


    A brincadeira das palavras acabou sem ter começado.


    Palavras amenas que se cruzam numa encruzilhada desacertada de estar, afinal, no local errado.


    Bendigo… bendito… o Português que me leva a acordo sem acordos, a palavras sem significados, vocabulários que se cingem, se entregam sílaba a sílaba a momentos que como o vento desaparecem por entre nuvens de chuva que lavam letra a letra a palavra mencionada e se retraem no pensamento de escrever e nada dizer.


    Oh… como são pulcras as palavras partilhadas em dias de chuva, reflexo de sabedoria ou uma simples invasão de significados que a mente não lê?


    E a chuva cai levando, lavando, cada palavra que desaparece no vocabulário da ilusão prenhe de se pensar o que se não lê, sem acordo, nem acórdãos…mas em Português. 


    Publicado por menina_marota em 01/13 às 03:10 PM
    Categoria: Poesia • (3) Comentários
    Segunda-feira, Dezembro 21, 2009
    E porque é… Natal!


    Imagem Google



    É Natal
    Diz-me o coração.


    E nestes dias de frio
    Natal é aconchego
    Amor, fraternidade
    Solidariedade…


    Até quando é Natal?


    Nos meus olhos
    Interrogam-se dúvidas.
    O coração vibrante de quente
    Esquece por momentos
    Fomes dolorosas
    Batalhas perdidas
    Amigos ausentes
    Palavras amargas
    Crianças feridas.


    Por momentos tudo é perfeito.
    As luzes brilham numa música suave.


    Ao longe faz-se ouvir o cristalino riso
    De uma criança que desconhece o fel da Vida.


    Riso que entoa e cruza o frio de neve
    derrete-a.


    E, por momentos, só por momentos,
    O olhar do Menino Jesus sorri,
    Deitado nas palhinhas olhando a Virgem Mãe,
    Que ternamente, de joelhos, proclama
    O seu Nascimento…


    É Natal!

    Publicado por menina_marota em 12/21 às 01:27 AM
    Categoria: Poesia • (6) Comentários
    Domingo, Novembro 08, 2009
    Natureza…


    Fotografia de Gisele Bndchen


    Oh espírito de inquietos e cândidos sonhos
    que buscas na intemperança e volúpia do desejo
    o calor da alma pressentida no júbilo da razão.
    Deitas-te na terra húmida entre musgo verde e
    adormeces na tempestade que o céu serenou.
    Na terra orvalhada em chão de prata
    onde o amor lavra e a chuva perdura
    em palavras amenas que o coração dita
    embarcas no sonho e na magia que a
    neve da frieza em rocha dura não matou.
    Não iludas o que aprouvera dos teus sonhos.

    Falsa a magia do momento. Na natureza
    nunca nasce a mesma água de parecida fonte.

    Publicado por menina_marota em 11/08 às 11:48 PM
    Categoria: Poesia • (4) Comentários
    Segunda-feira, Novembro 02, 2009
    Invenção do Amor…


    Pintura de Olga Sinclair


    Há no mel da tua língua uma passagem secreta para os meus
    prazeres.
    Na ponta do meu seio o secreto desejo que penetra os meus
    poros e
    lentamente percorre as tuas costas sentindo o pulsar da tua pele
    que em
    êxtase solta um frémito sussurro enquanto as tuas mãos
    cegas procuram o meu corpo
    que desliza como ondas bravias no teu. Assim nos sentimos.
    Assim nos entregamos na invenção do amor…


    Há no ardor do teu corpo a ferocidade do mar quando arranhas
    a minha pele e os teus lábios, entre palavras inaudíveis de sussurros,
    a boca do meu corpo vens beijar.
    Soltam-se fúrias de desejo há muito quietas de prazer
    e no êxtase do momento, não há palavras por dizer.


    Envoltos na seda da carícia que de nós escorre
    a maciez das minhas coxas que te envolvem, roçam o teu corpo
    num último ímpeto
    e sôfregos deixamo-nos embalar no desejo que o corpo não domina
    - a paixão ali se sente e predomina -

    Assim nos entregamos, de novo, na invenção do amor…

    Publicado por menina_marota em 11/02 às 08:46 PM
    Categoria: Poesia • (5) Comentários
    Quarta-feira, Outubro 07, 2009
    Pescador de búzios


    Fotografia de Almaro


    “Ao fundo, no longe de um abismo, o sax canta, sem músicos
    E tu?
    Tu que respiras semente
    Porque te escondes no acaso
    Porque te escondes no escuro negro da noite?
    (Almaro ) (mote)


    Vagueias por entre nuvens,
    pairas na contemplação do mar
    ao longe os búzios
    devolvem-te o sonho
    música
    nas velas do tempo
    que se esconde
    tímida
    de te amar.


    Nessas velas
    que te envolvem
    flutuas
    sonhando
    entre o rosa
    e o cinzento
    (sonhos, quimeras?)
    tu,
    sonhador,
    pescador de búzios,
    em busca dos alísios
    que te arrastam para o
    mar...

    Publicado por menina_marota em 10/07 às 12:07 AM
    Categoria: Poesia • (4) Comentários
    Quarta-feira, Julho 08, 2009
    Sinto…


    Imagem de Brita Seifert



    Sinto teu corpo em mim
    ...e...assim…

    alma sem fim
    ardente
    em tempo que persiste
    rasgo de pele
    veemente
    em pensamento diluído
    no tempo da promessa.

    Tens na palavra
    o encanto da brisa
    na aragem lavrada.

    Sinto a quietude do mar

    melodia do solfejo
    nas ondas que se espraiam
    em areia e espuma
    de mil cores

    no vermelho pôr do sol
    a lua entrega um beijo
    e dança com a brisa

    a canção dos seus amores


    Poema de Otília Martel (Menina Marota)

    na voz de
    José-António Moreira in Sons da Escrita



    (Desligar p.f. a música de fundo para ouvir o poema)



    Publicado por menina_marota em 07/08 às 12:15 PM
    Categoria: Poesia • (7) Comentários
    Quarta-feira, Junho 10, 2009
    Sou quem sou…


    Pintura de Cristiane Campos



    Nada direi de ti,
    nem um só pensamento.

    Num assomo, lentamente,
    meu peito desgasta-se de palavras
    que se repetem textualmente

    pacientes, de toda a matéria que
    se pressente para lá do que se não vê,
    nem se imagina.

    Entreaberto, como uma janela, meu coração
    vislumbra o ocaso, em fragrâncias
    de pétalas por entre caminhos
    etéreos percorridos de mão em mão.

    Sou quem sou.

    Nesta forma de ser
    não há espaço para intervalos
    passeados entre os sentimentos
    de olhos que nada vislumbram
    nas profundezas da alma.

    Rasgo meus sentidos e
    abro a janela de sensações flóreas
    para lá de todos os laivos de vida
    que se sentem nas marés perdidas.

    Hoje nada direi de ti.

    Porque as palavras estão caladas
    sossegadas, no fundo da alma,
    e aí permanecerão.

    (Poema de Otília Martel)

    na voz de
    José-António Moreira in Sons da Escrita



    (Desligar p.f. a música de fundo para ouvir o poema)



    Publicado por menina_marota em 06/10 às 10:00 AM
    Categoria: Poesia • (10) Comentários
    Domingo, Maio 17, 2009
    Não sei…


    Pintura de Arthur Braginsky


    Não sei dizer-te,
    se o rio corre para o
    mar
    se a ponte encurta o
    caminho
    se o mar está em
    maré-vaza.


    Não sei dizer-te, amor
    se amor, é a palavra certa
    para te dizer,
    se o meu coração parou ou
    o tempo parou para nós.


    A textura da tua pele
    sente o arrepio
    que diz a sede
    da tua boca,
    o orgasmo falhado dos
    sentidos,
    a fome que no teu
    corpo espreita?


    Não sei dizer-te
    se o medo de perder-te
    te fez perder-me,
    se os beijos que guardei
    para ti
    já no tempo os perdi,
    se foi a saudade que
    nos matou ou
    matámos a saudade dentro de
    nós.


    Não sei dizer-te,
    Não sei…


    Publicado por menina_marota em 05/17 às 11:29 PM
    Categoria: Poesia • (8) Comentários
    Quarta-feira, Abril 22, 2009
    Suave carícia


    Pintura de Olga Sinclair


    Venço pensamentos
    Na suave carícia da meia-noite
    Tempo de paragem
    Numa madrugada serena
    Doce fragrância
    Momentos diluídos
    Na paisagem de encanto
    Solitária
    Preenchida no vácuo da esperança
    Segunda vida
    Que se repete
    Como a aurora que rompe
    Em cada amanhecer…

    No horizonte do céu virtual
    Esculturas de azul
    Existir, Viver, Amar…
    Mais que palavras
    Éticas (ideais para não esquecer)
    Equívocos que abrem feridas insondáveis
    Viver o presente, melhorando o futuro
    E dizer: não perco tempo,
    Minha alma está limpa
    Porque o crepúsculo
    Partilha dos meus sonhos
    E assim quero permanecer.

    Publicado por menina_marota em 04/22 às 03:01 PM
    Categoria: Poesia • (14) Comentários
    Quarta-feira, Março 11, 2009
    Figuração de um sonho

    Pintura de Renso Castaneda



    No deslumbre do amor,
    vida, corpo, voz,
    algodão doce, no céu azul,
    que se descobre pela manhã
    incutido no mesmo espelho e
    esculpidos no espírito
    (cumplicidade da memória)
    das almas que se tocam…
    bravias, sedentas, arrojadas,
    por entre o cheiro da terra molhada.


    Dentro da imaginação
    não existem rituais,
    mas ondas invisíveis
    movendo portas e janelas,
    sopradas nos dias de calmia,
    gravadas, palavra a palavra,
    na areia da vida, voando,
    sem asas, através dos ventos,
    como barcos que velejam ao sabor
    de cada corrente…


    Beijar e dormir na tua pele nua
    no abraço que me fez tua,
    figuração fervente de um sonho
    que permanecerá na minha mente.


    Publicado por menina_marota em 03/11 às 11:30 AM
    Categoria: Poesia • (6) Comentários
    Sábado, Fevereiro 14, 2009
    Momentos…

    Imagem de Fefa Koroleva



    Tocar o céu
    na bruma do desejo
    infinito…


    Tocar o mar
    nas ondas salgadas
    da tua boca


    Tocar a terra
    no chão molhado
    do teu corpo


    E perder-me
    nos teus braços
    como quem perde
    o último fôlego
    de Vida…




    Neste dia, a todos os apaixonados...

    Publicado por menina_marota em 02/14 às 03:00 PM
    Categoria: Poesia • (4) Comentários
    Quarta-feira, Fevereiro 11, 2009
    Sonhos

    Imagem de Eugenio Recuenco



    Deu a volta maquinalmente à chave desligando o motor do veículo e recostou-se para trás enquanto fitava a paisagem à sua frente.

    O mar revolto contrastava com a calma do seu coração e lembrou-se dos tempos em que todo o seu corpo fremia como as ondas que contemplava.

    Saiu do carro devagar e percorreu a praia, palco de outros dias… outros sonhos…

    Maquinalmente, pegou no pequeno tronco caído no chão e desenhou as letras que compuseram a palavra “Sonhos” e sentou-se na areia contemplando-a, enquanto a espuma das ondas levava, lentamente, cada uma delas…

    Apetecia-lhe mergulhar naquele mar e deixar lá todas as recordações e quando regressasse à margem nada existisse nela que lhe trouxesse lembranças, mesmo aquelas mais felizes; queria saber-se limpa de todas as reminiscências que a rodeavam.

    Lentamente, tirou uma a uma cada peça do vestuário e mergulhou nas águas revoltas, afastando-se cada vez mais da margem.

    Quando quase perdia o fôlego parou e virou-se para trás: a linha do horizonte era tão minúscula que mal se via a separação entre a terra e o mar.

    Era assim que ela queria as suas recordações: uma linha no horizonte…
    Por instantes flutuou nas ondas revoltas e depois deixou que elas a levassem de volta.

    Indiferente aos olhares de quem passava, caminhou completamente desnuda pela areia sentindo gotas deslizarem na sua face, mas não se importou!

    O que sabiam aqueles olhares indiferentes gélidos de interrogações, da alma de cada um?

    Era naquele instante uma ilha deserta, onde os seus pensamentos e ilusões eram os seus únicos ocupantes, mas onde desejava deixar entrar luar, estrelas, carícias, desejos…

    Tudo dentro dela pedia um só momento, uma só palavra, que enchesse a ilha de um sol deslumbrante, mas sabia que esse momento não iria existir.

    Calmamente por sobre o corpo molhado, o vestuário voltava ao seu corpo, quando… sentiu um barulho que se aproximava, cada vez mais…

    Abriu os olhos e…

    S implesmente
    o sonho
    não acaba
    hoje… porque
    o meu
    sonho és tu!

    Publicado por menina_marota em 02/11 às 01:30 PM
    Categoria: Poesia • (8) Comentários
    Terça-feira, Janeiro 06, 2009
    Apenas um instante…

    Desenho de Cláudio Partes


    Hoje acordei com vontade de dizer que tenho saudades do teu abraço, dos teus lábios macios, tocando levemente os meus, das tuas mãos acariciando a minha nuca, deslizando suavemente pelo decote do meu seio.

    Ah… o sonho… a facilidade de tornarmos tão real pensamentos íntimos que nem a nós próprios queremos, por vezes, confessar.

    Gosto de imaginar a tocares-me e, tímida, afasto-te, mas ao mesmo tempo, o fogo do teu corpo encostado ao meu, abre em mim desejos que não quero olvidar.

    Recordo os teus olhos, malandros, plenos de vida e carícias; deixo-me afundar, em sonhos, neles…

    Existe vida para lá dos muros de silêncio em que te encerras”, digo a mim própria, em determinadas alturas, quando me sinto sufocar nas quatro paredes da gaiola de ouro onde me confino diariamente.

    Olho o meu corpo, carregado de desejos e ternuras; sinto-me em metempsicose, como que, numa outra vida, a viver aquilo que me está vedado…

    O meu pensamento vagueia no infinito: pode uma mulher anular dentro de si o apelo da natureza ou deixa que a explosão dos seus sentidos possa quebrar e banir padrões tradicionalmente impostos?

    Valerá a pena o sacrifico de deixar morrer o seu corpo, carente de afectos e desejos, incapaz de conseguir quebrar esses mesmos padrões que lhe impuseram?

    Dentro da minha alma o sonho permanece … fogo, suor, caminhos por desvendar. 

    Nas tuas mãos me entrego. Juntos encetamos a viagem a todo o universo, meu coração e corpo conjugam o verbo amar, em todos os tempos…

    Dizer da palavra amar,
    falar dos sentidos da alma,
    dos desejos avassaladores,
    das noites mal dormidas,
    acalentando sonhos por realizar.

    Dizer da palavra tempo
    que não existe
    na nossa memória,
    oscilando, suavemente,
    à brisa do entardecer,
    por entre almíscares
    que se colam na nossa pele.

    Dentro de mim
    há um espaço para voar,
    que emerge do oceano
    dos sentidos e flutua,
    na consistência do ser.

    Porque o sonho dura
    apenas um instante…

    Publicado por menina_marota em 01/06 às 08:52 PM
    Categoria: Poesia • (9) Comentários
    Segunda-feira, Dezembro 08, 2008
    Viajar no Sonho…


    Pintura de Vicente Romero


    Impossível viajar no sonho
    e dele não viver o momento
    inteiramente sequioso de ousadia.

    Corpo trémulo de magia
    que escorre em mãos
    liquefeitas de ternuras
    tímidas
    arrojadas
    permissivas.

    No viajar da memória
    corpos jorram mel
    em lábios que se unem
    e se desnudam
    loucos, sôfregos
    na fantasia do sentir.

    Num toque de pele
    gemendo
    arrebatada
    de desejos
    inconfessáveis
    um grito
    que antefrui
    o momento culminante
    que se adivinha.

    E no sonho, qual quimera
    que se transmuta,
    prosseguem os sentidos
    da Vida…


    Publicado por menina_marota em 12/08 às 07:31 PM
    Categoria: Poesia • (4) Comentários
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