Eternamente Menina
Serei eternamente menina, nas minhas memórias, nos meus amores, nos meus sorrisos... Esta é uma página, que se pretende não ser apenas de memórias de amores perdidos... mas sim, a lembrança de que o amor nunca morrerá no meu coração de menina...
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Pintura de Cristiane Campos
Nada direi de ti,
nem um só pensamento.
Num assomo, lentamente,
meu peito desgasta-se de palavras
que se repetem textualmente
pacientes, de toda a matéria que
se pressente para lá do que se não vê,
nem se imagina.
Entreaberto, como uma janela, meu coração
vislumbra o ocaso, em fragrâncias
de pétalas por entre caminhos
etéreos percorridos de mão em mão.
Sou quem sou.
Nesta forma de ser
não há espaço para intervalos
passeados entre os sentimentos
de olhos que nada vislumbram
nas profundezas da alma.
Rasgo meus sentidos e
abro a janela de sensações flóreas
para lá de todos os laivos de vida
que se sentem nas marés perdidas.
Hoje nada direi de ti.
Porque as palavras estão caladas
sossegadas, no fundo da alma,
e aí permanecerão.
(Poema de Otília Martel)
na voz de
José-António Moreira in Sons da Escrita
(Desligar p.f. a música de fundo para ouvir o poema)