Eternamente Menina

Serei eternamente menina, nas minhas memórias, nos meus amores, nos meus sorrisos... Esta é uma página, que se pretende não ser apenas de memórias de amores perdidos... mas sim, a lembrança de que o amor nunca morrerá no meu coração de menina...








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  • Sábado, Fevereiro 23, 2008
    Variedade dos Efeitos do Amor


    Pintura de Jacopo Tintoretto


    Nascemos para amar; a humanidade
    Vai tarde ou cedo aos laços da ternura
    Tu és doce atractivo, ó formosura,
    Que encanta, que seduz, que persuade.

    Enleia-se por gosto a liberdade;
    E depois que a paixão n’alma se apura,
    Alguns então lhe chamam desventura,
    Chamam-lhe alguns então felicidade.

    Qual se abisma nas lôbregas tristezas,
    Qual em suaves júbilos discorre,
    Com esperanças mil na ideia acesas.

    Amor ou desfalece, ou pára, ou corre,
    E, segundo as diversas naturezas,
    Um porfia, este esquece, aquele morre.

    (Poema de Manuel Maria Barbosa du Bocage)


    Publicado por menina_marota em 02/23 às 11:45 PM
    Categoria: Poesia • (5) Comentários
    Quinta-feira, Fevereiro 14, 2008
    Paraíso


    Imagem de Ernst Schütz


    Deixa ficar comigo a madrugada,
    para que a luz do Sol me não constranja.
    Numa taça de sombra estilhaçada,
    deita sumo de lua e de laranja.


    Arranja uma pianola, um disco, um posto,
    onde eu ouça o estertor de uma gaivota…
    Crepite, em derredor, o mar de Agosto…
    E o outro cheiro, o teu, à minha volta!


    Depois, podes partir. Só te aconselho
    que acendas, para tudo ser perfeito,
    à cabeceira a luz do teu joelho,
    entre os lençóis o lume do teu peito…


    Podes partir. De nada mais preciso
    para a minha ilusão do Paraíso.


    David Mourão-Ferreira in “Infinito Pessoal”

    Publicado por menina_marota em 02/14 às 05:39 PM
    Categoria: Poesia • (6) Comentários
    Terça-feira, Fevereiro 05, 2008
    para além de mim


    Pintura de Edward Henry Corbould (daqui)


    Escondo-me no abrigo de uma árvore,
    qualquer,
    enquanto a alma hiberna,
    sozinha.
    No ensombro, escrevo memórias espaças de um voo de mocho enamorado pela lua,
    menina.
    Caiu a noite, não há histórias nem sonhos…
    Há uma transparência cristalina que aguarda o instante, de voltar a ter cor,
    sem cinzentos-neblina.
    Dorme, a alma,
    talvez cansada,
    talvez dorida,
    dorme,
    sossegada,
    abraçada na árvore da vida…

    (Poema do Almaro)

    Publicado por menina_marota em 02/05 às 11:20 AM
    Categoria: Poesia • (7) Comentários
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