Eternamente Menina

Serei eternamente menina, nas minhas memórias, nos meus amores, nos meus sorrisos... Esta é uma página, que se pretende não ser apenas de memórias de amores perdidos... mas sim, a lembrança de que o amor nunca morrerá no meu coração de menina...








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  • Domingo, Janeiro 20, 2008
    Apenas um corpo…


    Imagem Jane Maclean



    Respira. Um corpo horizontal,
    tangível, respira.
    Um corpo nu, divino,
    respira, ondula, infatigável.

    Amorosamente toco o que resta dos deuses.
    As mãos seguem a inclinação
    do peito e tremem,
    pesadas de desejo.

    Um rio interior aguarda.
    Aguarda um relâmpago,
    um raio de sol, outro corpo.

    Se encosto o ouvido à sua nudez,
    uma música sobe,
    ergue-se do sangue,
    prolonga outra música.

    Um novo corpo nasce,
    nasce dessa música que não cessa,
    desse bosque rumoroso de luz,
    debaixo do meu corpo desvelado.

    (Poema de Eugénio de Andrade)

    Publicado por menina_marota em 01/20 às 10:06 AM
    Categoria: Poesia • (6) Comentários
    Domingo, Janeiro 13, 2008
    É ela! É ela! É ela! É ela!


    Pintura de Lauro Corado


    É ela! É ela! - murmurei tremendo,
    E o eco ao longe murmurou - é ela!
    Eu a vi… minha fada aérea e pura –
    A minha lavadeira na janela!
    Dessas águas-furtadas onde eu moro
    Eu a vejo estendendo no telhado
    Os vestidos de chita, as saias brancas;
    Eu a vejo e suspiro enamorado!
    Esta noite eu ousei mais atrevido
    Nas telhas que estalavam nos meus passos
    Ir espiar seu venturoso sono,
    Vê-la mais bela de Morfeu nos braços!
    Como dormia! Que profundo sono!…
    Tinha na mão o ferro do engomado…
    Como roncava maviosa e pura!…
    Quase caí na rua desmaiado!
    Afastei a janela, entrei medroso…
    Palpitava-lhe o seio adormecido…
    Fui beijá-la… roubei do seio dela
    Um bilhete que estava ali metido…
    Oh! de certo… (pensei) é doce página
    Onde a alma derramou gentis amores;
    São versos dela… que amanhã de certo
    Ela me enviará cheios de flores…
    Tremi de febre!
    Venturosa folha!
    Quem pousasse contigo neste seio!
    Como Otelo beijando a sua esposa,
    Eu beijei-a a tremer de devaneio…
    É ela! É ela! - repeti tremendo;
    Mas cantou nesse instante uma coruja…
    Abri cioso a página secreta…
    Oh! Meu Deus! Era um rol de roupa suja!
    Mas se Werther morreu por ver Carlota
    Dando pão com manteiga às criancinhas
    Se achou-a assim mais bela – eu mais te adoro
    Sonhando-te a lavar as camizinhas!
    É ela! É ela! meu amor, minh’alma,
    A Laura, a Beatriz que o céu revela…
    É ela! É ela! - murmurei tremendo,
    E o eco ao longe suspirou - é ela!

    (Poema de Álvares de Azevedo)

    Publicado por menina_marota em 01/13 às 11:17 PM
    Categoria: Poesia • (4) Comentários
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