Eternamente Menina

Serei eternamente menina, nas minhas memórias, nos meus amores, nos meus sorrisos... Esta é uma página, que se pretende não ser apenas de memórias de amores perdidos... mas sim, a lembrança de que o amor nunca morrerá no meu coração de menina...








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  • Quinta-feira, Agosto 16, 2007
    No Fim do Trilho




    O mar estava perto,
    Fremente de espumas.
    Corpos ou ondas:
    iam, vinham, iam,
    dóceis, leves,
    só alma e brancura.
    Felizes, cantam;
    serenos, dormem;
    despertos, amam,
    exaltam o silêncio.
    Tudo era claro,
    jovem, alado.
    O mar estava perto
    puríssimo, doirado.

    Poema de Eugénio de Andrade


    E na espuma do Mar se perdem as palavras…

    Publicado por menina_marota em 08/16 às 12:48 AM
    Categoria: Poesia • (17) Comentários
    Domingo, Agosto 12, 2007
    Do indizível


    Pintura de William Merritt Chase

    Pequenas coisas

    Falar do trigo e não dizer
    o joio. Percorrer
    em voo raso os campos
    sem pousar
    os pés no chão. Abrir
    um fruto e sentir
    no ar o cheiro
    a alfazema. Pequenas coisas,
    dirás, que nada
    significam perante
    esta outra, maior: dizer
    o indizível. Ou esta:
    entrar sem bússola
    na floresta e não perder
    o rumo. Ou essa outra, maior
    que todas e cujo
    nome por precaução
    omites. Que é preciso,
    às vezes,
    não acordar o silêncio.

    Poema de Albano Martins

    “Conhecer alguém aqui e ali que pensa e sente como nós e que embora distante, está perto em espírito, eis o que faz da Terra um jardim habitado.” (Goethe)

    Publicado por menina_marota em 08/12 às 10:33 AM
    Categoria: Poesia • (5) Comentários
    Sábado, Agosto 04, 2007
    Desafio…


    Pintura de Yoshitaka Amano


    A Maria Mamede deu-me uma tarefa difícil – que escrevesse sete coisas sobre mim – e, apesar de raramente recusar um desafio, este é daqueles que me custa sempre fazer: falar de mim ou seja, escrever sobre mim.
    Não tenho muito jeito para falar directamente de mim. Gosto de falar dos meus sentimentos, dos meus sonhos (que ainda os tenho, apesar de tudo…). Gosto de falar dos meus filhos (e do orgulho que sinto neles). Gosto de falar dos meus animais (e da paixão que me liga a eles). Do mar… do “meu” mar e de poesia.

    Diria que sou uma pessoa simples, alegre, comunicativa, sincera, afável, lutadora, teimosa, sensível, sorridente e, acima de tudo, apaixonada pela Vida, que detesta: a falsidade e a hipocrisia nas pessoas; quem vive de aparências; que não me olhem nos olhos quando falam comigo; não me sentir bem num lugar e de pessoas frias.

    Que sou capaz de me sacrificar pelos meus Filhos, pela Família, pelos meus Amigos, pelos meus animais.

    Que o respeito, amizade e solidariedade, andam de mãos dadas e que sou capaz de dar tudo isso, sem nada exigir em troca, mas também sou uma “fera”, na defesa daquilo em que acredito. Sou capaz de dar o braço a torcer, quando sou injusta com alguém, mas não abdico das minhas convicções. E tenho um grande defeito, sou demasiado sensível e firo-me com muita facilidade, o que me traz alguns problemas …mas também perdoo com relativa facilidade e sou incapaz de guardar rancor a alguém.

    Resumindo o tal número sete: 1- sou de uma alegria espontânea e sincera; 2 - lutadora que nem uma leoa; 3 - teimosa que nem uma mula; 4 - sensível até dizer basta; 5 - apaixonada pela Vida; 6 - sou amiga do meu amigo e do meu inimigo também; 7 – Sou solidária, sem nunca me ter arrependido, mesmo que me tenham traído a confiança.

    Posto isto, passo a “batata quente” a:

    a minha pele
    Avó Zaida
    Carlos Tavares
    Manuel do Montado
    Piedade Araújo Sol
    Sulista
    Vítor Cintra


    Pintura de Isabel Magalhães

    Quando eu partir, quando eu partir de novo
    A alma e o corpo unidos,
    Num último e derradeiro esforço de criação;
    Quando eu partir…

    Como se um outro ser nascesse
    De uma crisália prestes a morrer sobre um muro estéril,
    E sem que o milagre se abrisse
    As janelas da vida. . .

    Então pertencer-me-ei.
    Na minha solidão, as minhas lágrimas
    Hão-de ter o gosto dos horizontes sonhados na adolescência,
    E eu serei o senhor da minha própria liberdade.

    Nada ficará no lugar que eu ocupei.
    O último adeus virá daquelas mãos abertas
    Que hão-de abençoar um mundo renegado
    No silêncio de uma noite em que um navio
    Me levará para sempre.

    Mas ali
    Hei-de habitar no coração de certos que me amaram;
    Ali hei-de ser eu como eles próprios me sonharam;
    Irremediavelmente…
    Para sempre.

    (Poema de Ruy Cinatti)
    Publicado por menina_marota em 08/04 às 09:18 PM
    Categoria: Crónicas • (7) Comentários
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