Eternamente Menina

Serei eternamente menina, nas minhas memórias, nos meus amores, nos meus sorrisos... Esta é uma página, que se pretende não ser apenas de memórias de amores perdidos... mas sim, a lembrança de que o amor nunca morrerá no meu coração de menina...








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  • Quinta-feira, Junho 28, 2007
    Beleza

    Pintura de Alba

    Talvez nunca a beleza fosse tanta
    Como entre os montes amadurecidos
    E quando as casas se elevam
    Entre o ouro e o fumo da tarde.

    Silêncio que parece vir do lento
    Passado
    Vozes que se dão em resignada melancolia
    E tomam a forma dos frutos
    Vinho e sombra que apagam o mar
    Nas árvores
    Onde não tardará o abandono
    Memória do que somos.

    Repousam sobre a noite os grous
    Enquanto as cidades crescem à nossa volta
    Contra o sul vencido.
    Vento ramo e sombra que caem
    Sobre as janelas ardentes:

    Lá onde a púrpura se reclina
    Sobre a água
    A verdade começa a surgir da espuma.

    (Poema de Henrique Dória )

    Publicado por menina_marota em 06/28 às 01:52 AM
    Categoria: Poesia • (6) Comentários
    Quinta-feira, Junho 07, 2007
    Porque o descanso é preciso…

    Pintura de Edouard Chaullet

    Como as crianças caminhava para Oriente,
    Acreditando que podia tocar o sol com as mãos;
    Como as crianças ia pela terra redonda
    Perseguindo o horizonte e a quimera solar.

    Estava a igual distância do oriente de oiro
    Por mais que caminhasse e voltasse a caminhar
    Então fiz como as crianças: sentindo a marcha inútil
    Colhi flores do chão e comecei a brincar.

    Alfonsina Storni in “Poesia no Mundo” (pág.9)

    Até breve...


    Publicado por menina_marota em 06/07 às 11:00 PM
    Categoria: Poesia • (10) Comentários
    Quarta-feira, Junho 06, 2007
    Cantiga


    Pintura de William Mulready daqui

    É pelo teu rosto em que as marés passam,
    pelos teus lábios em que voam gaivotas,
    pelos teus dedos em que a luz perpassa,
    pelos teus olhos que me traçam as rotas,

    que este barco encontra o caminho,
    que este dia descobre que não é tarde,
    que as palavras se bebem como vinho,
    e o fogo não queima quando arde.

    É no que me dizes quando a noite fala,
    no que perdura da manhã que se esquece,
    no que é dito em tudo o que se cala,
    e não precisa de ser dito quando amanhece.

    Pode ser o amor tantas vezes sentido,
    ou só aquilo que vive no coração,
    pode ser o que pensava ter esquecido,
    e regressa agora pela tua mão.

    Quantas vezes já foi primavera,
    e logo aí as flores morreram:
    até ao dia em que nada ficou como era,
    e todas as folhas mortas reverdeceram.

    Poema de Nuno Júdice

    Publicado por menina_marota em 06/06 às 01:02 AM
    Categoria: Poesia • (3) Comentários
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