Eternamente Menina

Serei eternamente menina, nas minhas memórias, nos meus amores, nos meus sorrisos... Esta é uma página, que se pretende não ser apenas de memórias de amores perdidos... mas sim, a lembrança de que o amor nunca morrerá no meu coração de menina...








online


Partilho

  • Palavras partilhadas…
  • Gostava…
  • No aroma dos dias…
  • Olhares…
  • Chuva de Letras…
  • E porque é… Natal!
  • Natureza…
  • Invenção do Amor…
  • Pescador de búzios
  • Sinto…
  • Arquivo

  • Agosto 2010
  • Maio 2010
  • Fevereiro 2010
  • Janeiro 2010
  • Dezembro 2009
  • Novembro 2009
  • Outubro 2009
  • Julho 2009
  • Junho 2009
  • Maio 2009
  • Abril 2009
  • Março 2009
  • Fevereiro 2009
  • Janeiro 2009
  • Dezembro 2008
  • Novembro 2008
  • Outubro 2008
  • Setembro 2008
  • Agosto 2008
  • Julho 2008
  • Maio 2008
  • Abril 2008
  • Março 2008
  • Fevereiro 2008
  • Janeiro 2008
  • Dezembro 2007
  • Agosto 2007
  • Julho 2007
  • Junho 2007
  • Maio 2007
  • Abril 2007
  • Março 2007
  • Fevereiro 2007
  • Janeiro 2007
  • Dezembro 2006
  • Novembro 2006
  • Outubro 2006
  • Setembro 2006
  • Julho 2006
  • Junho 2006
  • Maio 2006
  • Março 2006
  • Fevereiro 2006
  • Janeiro 2006
  • Dezembro 2005
  • Novembro 2005
  • Outubro 2005
  • Setembro 2005
  • Agosto 2005
  • Julho 2005
  • Junho 2005
  • Maio 2005


  • Arquivo Corrente
  • Arquivo Completo
  • Arquivo Categorias
  • Categorias

    Locais de Memória

  • Menina Marota I

    Memórias Actuais

  • Eternamente Menina I
  • Eternamente Menina II
  • Menina Marota II
  • Poesia Portuguesa
  • Refúgio...

    Blogues que Visito

  • Lista Completa

    Estatísticas

    esta página foi vista 335762 vezes
    Referências
    Estatísticas Gerais

    Pesquisa

    Pesquisa Avançada

    Créditos

    Powered by ExpressionEngine
    Original de BlogMoxie
    Redesenhado por © CB&RB
    Alojado por mgrande.com





  • Quarta-feira, Maio 30, 2007
    Uma Prelecção Sobre a Sombra


    Pintura de James Fitz-Patrick


    Fica quieta, e eu te farei uma prelecção
    Amor, sobre a filosofia do amor.
    Estas três horas que gastámos,
    Caminhando até aqui, duas sombras,
    Nos acompanharam, produzidas por nós próprios.
    Agora, o sol está a pino sobre a nossa cabeça
    Nós pisamos essas sombras,
    E todas as coisas se reduzem à ousada claridade.
    Assim, enquanto o nosso jovem amor crescia,
    Máscaras e sombras se retiravam
    De nós, e de nossos cuidados; mas agora mudou.

    Não atingiu o seu grau mais elevado o Amor
    Que se preocupa ainda com o medo de ser visto.

    A não ser que o nosso amor se detenha nesta pausa de meio-dia,
    Novas sombras criaremos quando do regresso.
    Como as primeiras foram feitas para cegar
    Os outros, estas que vêm por detrás
    Irão agir sobre nós próprios, cegando nossos olhos
    Uma vez nosso amor desfalecido, declinando para oeste,
    Falsamente, tu para mim as tuas
    E eu para ti as minhas acções, disfarçaremos.
    As sombras da manhã ir-se-ão dissipando,
    Mas estas alongar-se-ão por todo o dia:
    Oh, como é curto o dia do amor, se o amor se esvai.

    O amor é uma luz crescente e constante, ou em constante plenitude,
    E o seu primeiro minuto depois do meio-dia é já noite.

    (Poema de John Donne in Poemas Eróticos)
    *Trad. Helena Basbas- Pág. 179)*
    (1572-1631)


    Publicado por menina_marota em 05/30 às 10:47 AM
    Categoria: Poesia • (5) Comentários
    Quinta-feira, Maio 24, 2007
    A voz


    Pintura de Carmen Manno

    Da tua voz
    o corpo
    o tempo já vencido

    os dedos que me
    vogam
    nos cabelos

    e os lábios que me
    roçam pela boca
    nesta mansa tontura
    em nunca tê-los…

    Meu amor
    que quartos na memória
    não ocupamos nós
    se não partimos…

    Mas porque assim te invento
    e já te troco as horas
    vou passando dos teus braços
    que não sei
    para o vácuo em que me deixas
    se demoras
    nesta mansa certeza que não vens.

    (Poema de Maria Teresa Horta)


    Publicado por menina_marota em 05/24 às 11:17 PM
    Categoria: Poesia • (6) Comentários
    Domingo, Maio 20, 2007
    Dois anos…

    ...é o tempo de existência deste espaço e em que sinto o carinho de todos aqueles, que fazem com que ainda continue.

    OBRIGADA


    Pintura de Ina Lukauskaite


    No beiral da vida docemente,
    debruço às vezes, serena, o meu olhar,
    para no meio do sol poente
    ver o Mundo por mim passar.

    Já fui menina e moça e ergo contente,
    os meus olhos castanhos para o ar
    e, ao clarão do luar adolescente,
    como todos, um dia aprendi também, a amar.

    E fui princesa de sonhos estonteantes,
    heroína de mil baladas e poemas,
    nos braços do meu cavaleiro andante
    descobri os prazeres de ser terrena.

    Desfolha-se na areia mais um dia:
    uma dor, uma esperança, uma alegria.
    O dia morre. Uma saudade vem
    na magia que este Mundo tem…





    A Clarinda Galante
    teve a gentileza de me enviar uma flor das Dunas do Guincho…


    Publicado por menina_marota em 05/20 às 05:04 PM
    Categoria: Poesia • (18) Comentários
    Sábado, Maio 19, 2007
    Ignoro…


    Imagem de Howard Austin Feld


    Ignoro o que seja a flor da água
    mas conheço o seu aroma:
    depois das primeiras chuvas
    sobe ao terraço,
    entra nu pela varanda,
    o corpo inda molhado
    procura o nosso corpo e começa a tremer:
    então é como se na sua boca
    um resto de imortalidade
    nos fosse dado a beber,
    e toda a música da terra,
    toda a música do céu fosse nossa,
    até ao fim do mundo,
    até amanhecer.

    Eugénio de Andrade in Branco no Branco (1984)

    Publicado por menina_marota em 05/19 às 03:41 AM
    Categoria: Poesia • (2) Comentários
    Terça-feira, Maio 15, 2007
    Nos meus passos…


    Fotografia de autor desconhecido

    Nos meus passos desencontrados
    encontro o equilíbrio perfeito.
    Não encontro ninguém e ninguém
    me encontra também.

    Na madrugada, percorro
    meus sonhos que não sonhei
    sinto abraços que não dei
    e beijos que acalento
    no desespero e
    ao vento os mandei.


    Publicado por menina_marota em 05/15 às 11:51 PM
    Categoria: Poesia • (4) Comentários
    Quarta-feira, Maio 09, 2007
    Esta tarde…


    Imagem autor desconhecido



    Esta tarde,
    de ideias e preconceitos
    e revi-me nas memórias de um tempo
    que ainda não terminou.

    Exalei meu perfume de fêmea madura,
    expirei meu suspiro de loba faminta,
    olhei para dentro de mim
    e revi-me nos braços de um passado,
    que se tornou presente,
    de quimeras e luares,
    de suores e verdades,
    de paixão quente
    que nunca esfriou.

    Esta tarde,
    sentei-me na areia
    e na simplicidade
    de todas as horas perfeitas,
    revi-me em momentos
    sublimes, únicos
    onde fomos
    os actores principais.

    Esta tarde,
    no cheiro do silêncio
    que se confunde com o rumor do mar
    saciei-me na voz que não ouvi,
    na meiguice das palavras que não disse,
    na mão que procurei e não descobri.

    ...segui meu caminho deixando o mar para trás,
    levando no coração o calor da frieza irónica da solidão,
    que senti no meio da multidão.
    Desta tarde…
    nada mais resta...anoiteceu…


    (memórias minhas...)

    Publicado por menina_marota em 05/09 às 03:49 AM
    Categoria: Poesia • (7) Comentários
    Terça-feira, Maio 01, 2007
    Sonhos…


    Pintura de Zhaoming Wu


    Sonho-te
    que sonhando-me
    sonhas-me,
    em teus braços,
    mil beijos
    sussurrados

    Sonho-te
    e sonhando-me
    amo-te
    no rasgar da pele
    buscando
    carícias longas
    entregando-me

    Sonho-te
    no abraço incontido
    corpo entregue
    vencido
    em noites de vendaval

    E esse perfume errante
    - seiva quente -
    dá vida dá alento
    mesmo que não passando
    de ilusão,
    que se desfaz em nada,
    tal qual nuvem
    em tarde de Verão.

    Sonho-te
    que sonhando-me
    sonhas-me…

    amando-te…

    Publicado por menina_marota em 05/01 às 03:57 PM
    Categoria: Poesia • (7) Comentários
    Página 1 de 1 Páginas