Eternamente Menina
Serei eternamente menina, nas minhas memórias, nos meus amores, nos meus sorrisos... Esta é uma página, que se pretende não ser apenas de memórias de amores perdidos... mas sim, a lembrança de que o amor nunca morrerá no meu coração de menina...
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Imagem Delphin Enjolras
mar
céu
terra
nós somos
a mão que dá abrigo,
coração
ilusão.
Nós somos
pronúncia
de amor,
paixão
mas, também…
ambição!
nós somos
a espada
o leite
o corpo
o verde dos prados
onde passeamos
nossos sonhos
nossas vidas
nossos amores…
nós somos
pássaros
surgindo em voo rasante
entre montes e vales
sobreviventes…
na verdade,
na mentira
na traição
no despique,
de quem não tem
ilusão.
Nós somos…
Mulheres
Arte
Palavras
Musas de inspiração
Fotografia do Zhenikeiev
Não é a brisa ou o arvoredo;
É outra coisa intercalada…
É qualquer coisa que não posso
Ouvir senão em segredo,
E que talvez não seja nada...
Deixa-me ouvir...Não fales alto!
Um momento...Depois o amor,
Se quiseres...Agora cala!
Ténue, longínquo sobressalto
Que substitui a dor,
Que inquieta e embala...
O quê? Só a brisa entre a folhagem?
Talvez...Só um canto pressentido?
Não sei, mas custa amar depois…
Sim, torna em mim, e a paisagem
E a verdadeira brisa, ruído…
Vejo-te, somos dois...
(Poema de Fernando Pessoa)
Ouvir o poema na voz do Luís Gaspar
(Desligar p.f. a música de fundo para ouvir o poema)

Imagem Alex Krivtsov
gastos, como animais envelhecidos:
se alguém chama por nós não respondemos,
se alguém nos pede amor não estremecemos,
como frutos de sombra sem sabor,
vamos caindo ao chão, apodrecidos.
(Poema de Eugénio de Andrade)

Imagem da Léia

O Ruvasa teve a gentileza de atribuir a este blogue o Award Thinking Blogger e ao aceitá-lo tenho por missão distinguir cinco outros blogues de minha preferência. Ora, este é um número demasiado pequeno, para a imensidão de blogues por quem tenho preferências especiais.
As regras do jogo são estas e com grande pena minha, tenho que escolher somente cinco Blogues, pelo que por ordem alfabética os indico.
uma menina fantástica e de grande sensibilidade
pelo trabalho de divulgação dos mais variados temas de cultura
pela sua frontalidade e coerência
porque gosto de pessoas seguras, sem medo de preencherem os vazios da vida…
porque gosto dos seus voos ao sabor da alma...
e o meu especial agradecimento ao Ruvasa


Imagem Deviantart
Olha-me de novo. Porque esta noite
Olhei-me a mim, como se tu me olhasses.
E era como se a água
Desejasse
Escapar de sua casa que é o rio
E deslizando apenas, nem tocar a margem.
Te olhei.
E há tanto tempo
Entendo que sou terra. Há tanto tempo
Espero
Que o teu corpo de água mais fraterno
Se estenda sobre o meu. Pastor e nauta
Olha-me de novo. Com menos altivez.
E mais atento.
Confesso que foi do blogue do Peter que trouxe este poema…
O meu estado de espírito está muito compatível com ele, por isso resolvi partilhá-lo aqui...

Imagem de autor desconhecido
Quem é que o saberá sonhar?
A alma de outrem é outro universo
Com que não há comunicação possível,
Com que não há verdadeiro entendimento.
Nada sabemos da alma
Senão da nossa;
As dos outros são olhares,
São gestos, são palavras,
Com a suposição de qualquer semelhança
No fundo.
(Poema de Fernando Pessoa)
Pintura de Zhaoming Wu
os silêncios da fala
De sede
De saliva
De suor
Silêncios de sílex
no corpo do silêncio
Silêncios de vento
de mar
e de torpor
De amor
Depois, há as jarras
com rosas de silêncio
Os gemidos
nas camas
As ancas
O sabor
O silêncio que posto
em cima do silêncio
usurpa do silêncio o seu magro labor.
(Maria Teresa Horta in Vozes e Olhares no Feminino)