Eternamente Menina

Serei eternamente menina, nas minhas memórias, nos meus amores, nos meus sorrisos... Esta é uma página, que se pretende não ser apenas de memórias de amores perdidos... mas sim, a lembrança de que o amor nunca morrerá no meu coração de menina...








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  • Segunda-feira, Fevereiro 19, 2007
    Sentires…



    Imagem de autor desconhecido



    Saboreia o mesclado do meu sentir
    como romã rubra deixada na tua boca,
    acordando sentidos em êxtase peregrinos
    como sol em dias quentes de Agosto.


    Do meu peito apreende essa canção suprema
    que sempre bela tem ao tempo resistido,
    o amor é um poema
    que só poetas sabem seu sentido.

    Minhas palavras porém ficam aquém do pensamento…

    Palavras que ainda não foram gastas

    (podem-se gastar as palavras?)

    em vidas vividas de sóis nascidos
    alados em caminhos de pedra polida
    brilhando no rasgar do sol-pôr
    ecos esdrúxulos ouço em silvo estrídulo
    roçando por mim em lúcido sonho…

    Porque na vida vivida sem gosto e sem sal
    não escorre do corpo a seiva que estonteia
    numa estranha volúpia como cordas de violino
    sopros que a brisa calmamente adivinha
    em teu olhar que fulgurante, reluz.

    Trazes no corpo o fruto fecundo
    na alma a doçura das marés por descobrir
    feita de aromas inebriantes e falaz luz
    que deslumbrada em sonhos hipnóticos me traz
    uma visão alada, incorpórea, fugaz.

    Trazes na voz a força do trovão
    a fragrância da terra molhada
    o suspiro das folhas que se libertam
    na loucura de um instante
    povoando de sonhos os jardins da quimera.

    Trazes em ti a doçura das mulheres que amaste
    fruto amadurecido que tua semente germinou
    o teu olhar condensa o mar habitado
    num fogo sentido que não se apagou…


    Ouvir o poema na voz do Luís Gaspar
    (Desligar p.f. a música de fundo para ouvir o poema)

    Publicado por menina_marota em 02/19 às 10:46 PM
    Categoria: Poesia • (10) Comentários
    Quinta-feira, Fevereiro 08, 2007
    Como dizer-te…


    Óleo sobre tela de Tamara de Lempicka

    Como dizer-te
    que povoas
    o meu sono,
    ao cair da noite,
    quando o dia termina,
    despertando sensações
    há muito escondidas em mim.

    Como dizer-te
    que em sonhos,
    tuas mãos afagam
    meus cabelos,
    e percorrem-me
    ondas de emoção…

    Como dizer-te
    que tua voz
    me possui, entrando
    no meu ouvido, como seta
    directa ao coração.

    Como dizer-te
    das sensações primeiras
    coração aberto
    sorriso franco
    em sangue quente
    que me inunda
    e dá alento.

    Como dizer-te
    que és maré alta
    em noite de lua cheia.

    Como dizer-te…



    Ouvir o poema na voz do Luís Gaspar
    (Desligar p.f. a música de fundo para ouvir o poema)

    Publicado por menina_marota em 02/08 às 02:11 AM
    Categoria: Poesia • (12) Comentários
    Sexta-feira, Fevereiro 02, 2007
    Não digas Nada!


    Imagem de autor desconhecido


    Não digas nada!
    Não, nem a verdade!
    Há tanta suavidade
    Em nada se dizer
    E tudo se entender
    Tudo metade
    De sentir e de ver…
    Não digas nada!
    Deixa esquecer.

    Talvez que amanhã
    Em outra paisagem
    Digas que foi vã
    Toda esta viagem
    Até onde quis.
    Ser quem me agrada...


    Mas ali fui feliz…
    Não digas nada.

    (Poema de Fernando Pessoa)

    Ouvir o poema na voz do Luís Gaspar
    (Desligar p.f. a música de fundo para ouvir o poema)

    Publicado por menina_marota em 02/02 às 02:05 PM
    Categoria: Poesia • (12) Comentários
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