Eternamente Menina

Serei eternamente menina, nas minhas memórias, nos meus amores, nos meus sorrisos... Esta é uma página, que se pretende não ser apenas de memórias de amores perdidos... mas sim, a lembrança de que o amor nunca morrerá no meu coração de menina...








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  • Sexta-feira, Dezembro 29, 2006
    Paixão…


    Imagem de Isabel Filipe



    Paixão é arder o coração.
    No frio ter calor,
    Na noite ver-te assim, num clarão,
    No peito sentir essa dor!
    Paixão é sentir um calor,
    Um arrepio, uma emoção,
    Pensar que é dor
    Olhar-te e perder a Razão!
    Paixão é o que sinto,
    Quando vens num abraço,
    E nisso não minto,
    És o meu embaraço.

    Paixão, é um querer contente,
    Um alegre, um triste,
    Quando a saudade se sente,
    Como quando tu partiste.
    Paixão é assim uma flor,
    Que cresce rapidamente
    E não vai, não fica,
    Mas nos marca,
    E fica em nós,
    Profundamente!

    Paixão é um escuro,
    um clarão!!!
    Paixão é um sim,
    um não!!!


    (Poema de Delfim Peixoto)


    Ouvir o poema na voz do Luís Gaspar
    (Desligar p.f. a música de fundo para ouvir o poema)

    Publicado por menina_marota em 12/29 às 03:08 PM
    Categoria: Poesia • (10) Comentários
    Domingo, Dezembro 24, 2006
    Gosto quando falas de ti…


    Imagem de Garmash



    Gosto quando me falas de ti… e vou te percorrendo
    e vou descortinando a tua vida na paisagem sem nuvens,
    cenário de meus desejos tranquilos.

    Gosto quando me falas de ti… e então percebo
    que antes mesmo de chegar, me adivinhavas,
    que ninguém te tocou, senão o vento
    que não deixa vestígios, e se vai
    desfeito em carícias vãs...

    Gosto quando me falas de ti… quando aos poucos a luz
    vasculha todos os cantos de sombra, e eu só te encontro
    e te reencontro em teus lábios, apenas pintados,
    maduros,
    mas nunca mordidos antes da minha audácia.

    Gosto quando me falas de ti… e muito mais adiantas
    em teus olhos descampados, sem emboscadas,
    e acenas a tua alma, sem dobras, como um lençol
    distendido,
    e descortino o teu destino, como um caminho certo, cuja
    primeira curva
    foi o nosso encontro.

    Gosto quando me falas de ti… porque percebo que te desnudas
    como uma criança, sem maldade,
    e que eu cheguei justamente para acordar tua vida
    que se desenrola inútil como um novelo
    que nos cai no chão...


    (J.G. de Araújo Jorge, do Livro “Quatro Damas”, 1a ed. 1965)



    Com endereço… e com a ternura do meu coração...


    Ouvir o poema na voz do Luís Gaspar
    (Desligar p.f. a música de fundo para ouvir o poema)

    Publicado por menina_marota em 12/24 às 02:43 PM
    Categoria: Poesia • (6) Comentários
    Segunda-feira, Dezembro 18, 2006
    Deitado…


    Imagem de Edson Campos

    Deitado a dormir entre os afagos da noite
    Vi o meu amor debruçar-se sobre o meu leito triste,
    Pálida como a mais escura folha do lírio ou corola
    De pele macia e escura, o pescoço nu para ser mordido,

    Transparente de mais para corar, tão quente para ser branca,
    Apenas de uma cor perfeita sem branco nem vermelho.
    E os lábios abriram-se-lhe amorosamente e disseram -
    Nem sei bem o quê, excepto uma palavra - Deleite.

    E a face dela era toda mel na minha boca,
    E o corpo dela todo pasto a meus olhos;
    Os braços longos e lentos, as mãos quentes de fogo,

    As ancas frementes, o cabelo a cheirar a Sul,
    Os pés leves luzentes, as coxas esplêndidas e dóceis
    E as pálpebras fulgentes com o desejo da minha alma.

    (Poema de Algernon C. Swinburne)




    Ouvir o poema na voz do Luís Gaspar
    (Desligar p.f. a música de fundo para ouvir o poema)

    Publicado por menina_marota em 12/18 às 12:54 AM
    Categoria: Poesia • (10) Comentários
    Quinta-feira, Dezembro 07, 2006
    Sem data…


    Pintura de Ana Maria Jaramillo


    Deixo-me embalar pela música,
    e
    desenho o teu perfume…

    Visto-o
    e
    percorro-te a alma por entre a pele que te chama
    e
    deixo-me vaguear nos caminhos que nos levam as mãos…

    As ruas são nossas
    e
    o luar abraça-nos o desejo…

    Encanto-me na música,
    que não oiço
    e
    sonâmbulo,
    atravesso a ponte que me prende
    e
    dissolvo-me em ti …


    (sem data…, porque o amor não a tem...)

    Poema do Almaro


    Deixado algures num comentário...

    Publicado por menina_marota em 12/07 às 02:18 PM
    Categoria: Poesia • (5) Comentários
    Sábado, Dezembro 02, 2006
    Voz da Noite…


    Imagem Google


    Falas-me
    com os olhos
    das palavras
    rios
    que rasgam horizontes
    em verdes prados
    nascidos
    na tua voz
    feita de desafios…

    Voz da noite
    inquietante,
    entre o tom e o som
    subindo mais alto
    aromas vibrantes
    de seiva húmida,
    em fúrias de desejo.

    Oh, Momento
    de estranha sinfonia,
    um cântico de amor,
    na Voz do horizonte
    névoa
    do infinito
    reminiscência pálida
    de um grito
    que sai rouco,
    vibrante,
    da tua Voz…

    Ouvir o poema na voz do Luís Gaspar
    (Desligar p.f. a música de fundo para ouvir o poema)

    Publicado por menina_marota em 12/02 às 12:17 PM
    Categoria: Poesia • (11) Comentários
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