Eternamente Menina
Serei eternamente menina, nas minhas memórias, nos meus amores, nos meus sorrisos... Esta é uma página, que se pretende não ser apenas de memórias de amores perdidos... mas sim, a lembrança de que o amor nunca morrerá no meu coração de menina...
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Não me apetece dizer o que penso,
o que sinto, o que sou…
Não me apetece dizer-te
para onde vou, onde estou
o que senti…
Não me apetece manifestar meus afectos,
meus carinhos, pedir um beijo,
roçar teu corpo, em mil desejos…
Não me apetece dizer
quantos orgasmos tive,
quando me possuias loucamente…
Não me apetece dizer o que sinto
quando o frenezim da tua boca,
roça as minhas coxas
e me deixas louca de tesão.
Não me apetece
E apetece-me tudo…
Ouvir o poema na voz do Luís Gaspar
(Desligar p.f. a música de fundo para ouvir o poema)
Imagem de Alberto Vargas
Esta manhã encontrei o teu nome nos meus sonhos
e o teu perfume a transpirar na minha pele. E o corpo
doeu-me onde antes os teus dedos foram aves
de verão e a tua boca deixou um rasto de canções.
No abrigo da noite, soubeste ser o vento na minha
camisola; e eu despi-a para ti, a dar-te um coração
que era o resto da vida - como um peixe respira
na rede mais exausta. Nem mesmo à despedida
foram os gestos contundentes: tudo o que vem de ti
é um poema. Contudo, ao acordar, a solidão sulcara
um vale nos cobertores e o meu corpo era de novo
um trilho abandonado na paisagem. Sentei-me na cama
e repeti devagar o teu nome, o nome dos meus sonhos,
mas as sílabas caíam no fim das palavras, a dor esgota
as forças, são frios os batentes nas portas da manhã.
(Poema de Maria do Rosário Pedreira)