Eternamente Menina
Serei eternamente menina, nas minhas memórias, nos meus amores, nos meus sorrisos... Esta é uma página, que se pretende não ser apenas de memórias de amores perdidos... mas sim, a lembrança de que o amor nunca morrerá no meu coração de menina...
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Óleo de Marie Laurencin
Vibrátil, fina, perfumada e clara,
Ondula a aragem que o amor provoca.
Longe, respira a vida. Aqui, o sonho.
Tudo é infância de águas e colinas
Na manhã dos teus olhos.
E voos, de mãos dadas,
E cantos, cantos de infinito amor,
Nos galhos, nas correntes e nas sombras veladas.
Envolve-se de nuvem nosso abraço.
Vibrátil, fina, perfumada e clara,
Ondula a aragem. Fadas e duendes
Agitam instrumentos na folhagem...
Vibrátil, fina, imperceptível, fluida,
Orquestra ao longe, no fundo dos sentidos:
Dedos de flores ondeiam sobre a pele
De céus indefinidos...
Cantam mistérios bocas fascinadas.
Abrem corolas, sobre a luz que as toca.
Vibrátil, fina, perfumada e clara,
Ondula a aragem que o amor provoca.
(Poema de Natércia Freire)

Imagem de autor desconhecido
Se eu pudesse atingir
a quietude das coisas simples,
a serenidade das harmonias mortas,
e dormitar na inconsciência
de tudo quanto não existe!
Se eu pudesse banir a melancolia,
porque me atormenta,
me afunda,
me reduz ao desespero de não saber viver!
Se eu pudesse perseverar em ser alegre,
fruir confiança
e reter na minha alma
somente os momentos divinos de prazer!
Viver só por viver!
Nada querer além da vida,
não devassar meu eu,
e embalar-me tranquilamente
na esperança
dos meus sonhos!
Ah! Se eu pudesse adormecer!…
Ouvir o poema na voz de Luís Gaspar
(Desligar p.f. a música de fundo para ouvir o poema)