Eternamente Menina
Serei eternamente menina, nas minhas memórias, nos meus amores, nos meus sorrisos... Esta é uma página, que se pretende não ser apenas de memórias de amores perdidos... mas sim, a lembrança de que o amor nunca morrerá no meu coração de menina...
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Terça-feira, Dezembro 27, 2005
Memórias minhas…
Imagem de autor desconhecido
Da tua boca bebo o filtro de veneno
que me inebria e que em delícias converto
com toda aquela calma e parecer sereno
de quem lhe suga a alma em perdido acerto.
Do teu olhar fogoso, o mais ligeiro aceno,
no meu constrangimento, opressão e aperto,
nesta alegria viva, que não desmereço
na minha alma, como bálsamo, eu o verto.
A minha alma e coração eu tanto escondo,
num egotismo infantil em que me fecho
que o mundo, e os outros ficam-me supondo
por esse equívoco em que sempre os deixo.
Singularmente arrosto a falsa, a dúbia ideia
só porque aos outros não me entrego e dou.
Uns não merecem, doutros tenho medo.
Sinto os teus olhos muito doces de repente
embora calmos. E aprofundo a invisível e
meiga ternura da Amizade que me entontece.
(Desligar p.f. a música de fundo para ouvir o poema)
que me inebria e que em delícias converto
com toda aquela calma e parecer sereno
de quem lhe suga a alma em perdido acerto.
Do teu olhar fogoso, o mais ligeiro aceno,
no meu constrangimento, opressão e aperto,
nesta alegria viva, que não desmereço
na minha alma, como bálsamo, eu o verto.
A minha alma e coração eu tanto escondo,
num egotismo infantil em que me fecho
que o mundo, e os outros ficam-me supondo
por esse equívoco em que sempre os deixo.
Singularmente arrosto a falsa, a dúbia ideia
só porque aos outros não me entrego e dou.
Uns não merecem, doutros tenho medo.
Sinto os teus olhos muito doces de repente
embora calmos. E aprofundo a invisível e
meiga ternura da Amizade que me entontece.
Ouvir o poema na voz do Luís Gaspar
(Desligar p.f. a música de fundo para ouvir o poema)
Domingo, Dezembro 11, 2005
Divagando…
Se tudo isto é banal, onde existe o divino?
É material a dor, supérfluo o sofrimento?
Onde encontrar razão, finalidade, alento,
Por resignar-se o destino em triste desatino?
E se há uma estrela, além, marcando-nos o destino,
é esforço vão fugir ao perigo dum momento!
E se uma folha move, foi em pensamento…
Sacudida por Deus! Não é livre o caminho!
E porque a carne é impura, nos arrasta e prende,
é sacrilégio o amor...o amor que nos ascende,
ao sublime e à renúncia… e permanece eterno…
Existe o bem e o mal? E a dor que nos tortura?
Não deve, além da morte, haver mais amargura!
Que viver, não pode haver maior inferno!…
É material a dor, supérfluo o sofrimento?
Onde encontrar razão, finalidade, alento,
Por resignar-se o destino em triste desatino?
E se há uma estrela, além, marcando-nos o destino,
é esforço vão fugir ao perigo dum momento!
E se uma folha move, foi em pensamento…
Sacudida por Deus! Não é livre o caminho!
E porque a carne é impura, nos arrasta e prende,
é sacrilégio o amor...o amor que nos ascende,
ao sublime e à renúncia… e permanece eterno…
Existe o bem e o mal? E a dor que nos tortura?
Não deve, além da morte, haver mais amargura!
Que viver, não pode haver maior inferno!…
(memórias minhas...)
Ouvir o poema na voz do Luís Gaspar
(Desligar p.f. a música de fundo para ouvir o poema)
Segunda-feira, Dezembro 05, 2005
Nudez…
Imagem de autor desconhecido
Aguardo o alfaiate,
ansiosa,
que faça com finos fios
da cor do meu cabelo
o vestido
que
cobrirá
minha nudez
e
meu frio…
(memórias minhas…)
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