Eternamente Menina
Serei eternamente menina, nas minhas memórias, nos meus amores, nos meus sorrisos... Esta é uma página, que se pretende não ser apenas de memórias de amores perdidos... mas sim, a lembrança de que o amor nunca morrerá no meu coração de menina...
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Elegia da tarde! Visão santa
da luz que vai findar,
o sol, esse disco de oiro ainda levanta
correndo, abençoado para o mar.
As sombras descem sobre vales e serras,
gemendo de dor, amortalhando a terra,
escurecendo a Vida,
e a noite vem para esconder loucos temores.
Mas anda no ar disperso, um aroma de flores,
que dá ao coração esse perfume errante,
essa alma estranha a soluçar,
numa alegria comovida
de um Mundo que sabe amar!
Imagem de Katarzyna Widmanska
Gosto do fresco do Outono, nestas manhãs de Primavera.
Sinto o vento bater-me no rosto e, como uma carícia o Sol pousa em mim…
Sinto a tua presença a meu lado. Vem. Dá-me um momento de ti…
O vento revolta o meu cabelo. Ou serão as tuas mãos?
Sinto o teu cheiro dilatar-me os poros e, deixo-me cair nos meus sentimentos.
A tua boca aproxima-se da minha… já ávida da tua…
Colo-me ao teu corpo, desejando que este momento não pare.
Um frémito percorre-me e, pouco a pouco, todas as sensações explodem em mil ritmos e eu estou ali a desejar, que me possuas, que desfaças em mim, todas as ondas do teu querer…
Sinto os teus lábios percorrerem o meu corpo, e impulsivamente, volto-te deixando que a minha língua tome conta de ti.
Sacio a minha fome do teu sabor, do teu corpo, explodindo num frenesim que te faz sorrir.
- És uma selvagem, leoa!
Mergulho a cabeça no teu colo, espalhando o meu cabelo, que acaricia todo o teu corpo.
Sinto as tuas mãos, agarrarem-me fortemente a cabeça, pressionando para que fique…
Sacias-te nos meus lábios, enquanto a minha mão percorre os cantos mais íntimos do teu corpo, fazendo-te gemer de prazer…
E cada vez mais louco, aproximas-te de mim, possuindo-me como se eu fosse a tua própria carne.
As nossas almas fundem-se num grito de êxtase, que nada pode deter.
O desejo intenso em nós, não se sacia de uma só vez e retomamos a viagem, até à exaustão do nosso querer.
Abro os olhos e sorrio, mergulhando em ti o meu olhar. Tu és o meu oceano, a minha fonte jorrante.
Na possibilidade dos impossíveis, como é bom sentirmos o nosso corpo vibrar…
Imagem de Isabel Filipe daqui
O sol entra esplendoroso pela janela envidraçada do meu quarto, dando um tom misterioso ao aposento… afasto o lençol e deixo-me estar quieta.
Uma verdadeira sinfonia entoa através da clarabóia aberta, produzindo em mim um efeito maravilhoso.
De um salto, corro a abrir as portadas do terraço e descalça, percorro o espaço e deito-me na cadeira de repouso.
O trinado do melro continua muito mais alto, que qualquer outro.
Parece que ele percebeu que estou ali para o ouvir…De repente, atrevido, pula de telha em telha e aproxima-se do beiral.
Eu continuo quieta. A cor clara do meu pijamita, parece chamar-lhe a atenção. Ou seriam as minhas pernas nuas? Ele deixa-se estar a cantar para mim. E eu deixo-me estar a ouvi-lo.
O sol continua a sua rotação, embalada pelos trinados, divago nos meus pensamentos.
A calma do amanhecer liberta os meus sentidos e revejo-me como num filme a cores… o passado já não me dói… o presente apesar de tudo sorri-me, e o futuro está ali, no prazer de apreciar as pequenas coisas que a vida me proporciona.
Um poema que li recentemente, povoa o meu espírito…
“Recomeça…
Se puderes,
Sem angústia e sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só a metade
E, nunca saciado,
Vai colhendo
Ilusões sucessivas no pomar
Sempre a sonhar
E vendo,
Acordado
O logro da aventura
És Homem, não te esqueças!
Só é a tua loucura
Onde, com lucidez, te reconheças.”
(Poema de Miguel Torga)
É hora de recomeçar o dia a dia… sorrio para o melro, que levanta voo, como percebendo que tinha cumprido a sua missão…serenando o meu espírito…corro liberta, sentindo-me feliz…
(memórias de mim...)