Eternamente Menina

Serei eternamente menina, nas minhas memórias, nos meus amores, nos meus sorrisos... Esta é uma página, que se pretende não ser apenas de memórias de amores perdidos... mas sim, a lembrança de que o amor nunca morrerá no meu coração de menina...








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  • Terça-feira, Agosto 30, 2005
    Elegia da tarde…

    Imagem daqui

    Elegia da tarde! Visão santa
    da luz que vai findar,
    o sol, esse disco de oiro ainda levanta
    correndo, abençoado para o mar.

    As sombras descem sobre vales e serras,
    gemendo de dor, amortalhando a terra,
    escurecendo a Vida,
    e a noite vem para esconder loucos temores.

    Mas anda no ar disperso, um aroma de flores,
    que dá ao coração esse perfume errante,
    essa alma estranha a soluçar,
    numa alegria comovida
    de um Mundo que sabe amar!

    Publicado por menina_marota em 08/30 às 02:13 PM
    Categoria: Poesia • (30) Comentários
    Domingo, Agosto 21, 2005
    Na possibilidade, dos impossíveis…


    Imagem de Katarzyna Widmanska

    Gosto do fresco do Outono, nestas manhãs de Primavera.
    Sinto o vento bater-me no rosto e, como uma carícia o Sol pousa em mim…
    Sinto a tua presença a meu lado. Vem. Dá-me um momento de ti…
    O vento revolta o meu cabelo. Ou serão as tuas mãos?
    Sinto o teu cheiro dilatar-me os poros e, deixo-me cair nos meus sentimentos.
    A tua boca aproxima-se da minha… já ávida da tua…
    Colo-me ao teu corpo, desejando que este momento não pare.
    Um frémito percorre-me e, pouco a pouco, todas as sensações explodem em mil ritmos e eu estou ali a desejar, que me possuas, que desfaças em mim, todas as ondas do teu querer…
    Sinto os teus lábios percorrerem o meu corpo, e impulsivamente, volto-te deixando que a minha língua tome conta de ti.
    Sacio a minha fome do teu sabor, do teu corpo, explodindo num frenesim que te faz sorrir.
    - És uma selvagem, leoa!
    Mergulho a cabeça no teu colo, espalhando o meu cabelo, que acaricia todo o teu corpo.
    Sinto as tuas mãos, agarrarem-me fortemente a cabeça, pressionando para que fique…
    Sacias-te nos meus lábios, enquanto a minha mão percorre os cantos mais íntimos do teu corpo, fazendo-te gemer de prazer…
    E cada vez mais louco, aproximas-te de mim, possuindo-me como se eu fosse a tua própria carne.
    As nossas almas fundem-se num grito de êxtase, que nada pode deter.
    O desejo intenso em nós, não se sacia de uma só vez e retomamos a viagem, até à exaustão do nosso querer.
    Abro os olhos e sorrio, mergulhando em ti o meu olhar. Tu és o meu oceano, a minha fonte jorrante.
    Na possibilidade dos impossíveis, como é bom sentirmos o nosso corpo vibrar…

    Publicado por menina_marota em 08/21 às 05:38 PM
    Categoria: Contos • (20) Comentários
    Sábado, Agosto 06, 2005
    O canto do melro…


    Imagem de Isabel Filipe daqui



    O sol entra esplendoroso pela janela envidraçada do meu quarto, dando um tom misterioso ao aposento… afasto o lençol e deixo-me estar quieta.
    Uma verdadeira sinfonia entoa através da clarabóia aberta, produzindo em mim um efeito maravilhoso.
    De um salto, corro a abrir as portadas do terraço e descalça, percorro o espaço e deito-me na cadeira de repouso.
    O trinado do melro continua muito mais alto, que qualquer outro.
    Parece que ele percebeu que estou ali para o ouvir…De repente, atrevido, pula de telha em telha e aproxima-se do beiral.
    Eu continuo quieta. A cor clara do meu pijamita, parece chamar-lhe a atenção. Ou seriam as minhas pernas nuas? Ele deixa-se estar a cantar para mim. E eu deixo-me estar a ouvi-lo.
    O sol continua a sua rotação, embalada pelos trinados, divago nos meus pensamentos.
    A calma do amanhecer liberta os meus sentidos e revejo-me como num filme a cores… o passado já não me dói… o presente apesar de tudo sorri-me, e o futuro está ali, no prazer de apreciar as pequenas coisas que a vida me proporciona.
    Um poema que li recentemente, povoa o meu espírito…

    “Recomeça…
    Se puderes,
    Sem angústia e sem pressa.
    E os passos que deres,
    Nesse caminho duro
    Do futuro
    Dá-os em liberdade.
    Enquanto não alcances
    Não descanses.
    De nenhum fruto queiras só a metade
    E, nunca saciado,
    Vai colhendo
    Ilusões sucessivas no pomar
    Sempre a sonhar
    E vendo,
    Acordado
    O logro da aventura
    És Homem, não te esqueças!
    Só é a tua loucura
    Onde, com lucidez, te reconheças.”

    (Poema de Miguel Torga)

    É hora de recomeçar o dia a dia… sorrio para o melro, que levanta voo, como percebendo que tinha cumprido a sua missão…serenando o meu espírito…corro liberta, sentindo-me feliz…


    (memórias de mim...)
    Publicado por menina_marota em 08/06 às 11:16 AM
    Categoria: Contos • (35) Comentários
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