Eternamente Menina
Serei eternamente menina, nas minhas memórias, nos meus amores, nos meus sorrisos... Esta é uma página, que se pretende não ser apenas de memórias de amores perdidos... mas sim, a lembrança de que o amor nunca morrerá no meu coração de menina...
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Imagem daqui
Há muito tempo já que não escrevo um poema
de amor.
E é o que eu sei fazer com mais delicadeza!
A nossa natureza
Lusitana
Tem essa humana
Graça
Feiticeira
De tornar de cristal
A mais sentimental
E baça
Bebedeira.
Mas ou seja que vou envelhecendo
E ninguém me deseje apaixonado,
Ou que a antiga paixão
Me mantenha calado
O coração
Num íntimo pudor,
Há muito tempo já que não escrevo um poema
De amor
(Poema de Miguel Torga)
com a ternura desse olhar profundo,
como clarão astral dum novo mundo
em que meu olhar se perdeu em ti.
Algas verdes dum mar que não tem fundo,
esse olhar são as flores do jardim
do meu amor, do grande amor fecundo
que encontras a chorar dentro de mim
Não sentes tu a magia de um beijo meu
quando docemente fito os olhos teus
que o meu amor é grande como um oceano?
E quando morre o sol e a noite vem
escuto o silêncio e a voz do tempo
e a dor que a minha alma tem…
(memóras minhas...)
Imagem de Jomané
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos E por vezes
encontramos de nós em poucos meses
o que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes
ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites não dos meses
lá no fundo dos copos encontramos
E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes ah por vezes
num segundo se envolam tantos anos.
(David Mourão-Ferreira)
pinto, de lápis e cores de água.
suave ,
não vá o lápis revoltar-se.
os olhos do lápis partem-se em lágrimas se lhe
transmito a dor disforme que me salta do ver.
aguarelo-me inteiro,
dessalinado,
em ossadas-andantes-na-negritude-do-sangue-fome.
não tenho ódios,
nem raivas,
nem palavras,
nem gritos,
sou indignação.
por inteiro.
afiado, como o lápis que me escreve,
sem poesia nem perdão.
pinto,
suave,
com o cuspo da ilusão.
parem o tempo!
já!
ah se desse, parava-o eu,
a cada segundo morre uma criança sem (a)deus .
parem o tempo já.
agora!
para que não morra a criança que ainda não nasceu…
já não grito.
já não choro.
sangro sal.
uivo,
sou animal.
Imagem e Poema de Almaro
(Com a devida autorização)