Eternamente Menina

Serei eternamente menina, nas minhas memórias, nos meus amores, nos meus sorrisos... Esta é uma página, que se pretende não ser apenas de memórias de amores perdidos... mas sim, a lembrança de que o amor nunca morrerá no meu coração de menina...








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  • Sábado, Julho 30, 2005
    Poema de Amor


    Imagem daqui

    Há muito tempo já que não escrevo um poema
    de amor.
    E é o que eu sei fazer com mais delicadeza!
    A nossa natureza
    Lusitana
    Tem essa humana
    Graça
    Feiticeira
    De tornar de cristal
    A mais sentimental
    E baça
    Bebedeira.

    Mas ou seja que vou envelhecendo
    E ninguém me deseje apaixonado,
    Ou que a antiga paixão
    Me mantenha calado
    O coração
    Num íntimo pudor,
    Há muito tempo já que não escrevo um poema
    De amor

    (Poema de Miguel Torga)

    Publicado por menina_marota em 07/30 às 10:32 AM
    Categoria: Poesia • (19) Comentários
    Quarta-feira, Julho 20, 2005
    Olha-me…

    Imagem de Isabel Filipe daqui



    Olha-me bem, amor, olha-me assim,
    com a ternura desse olhar profundo,
    como clarão astral dum novo mundo
    em que meu olhar se perdeu em ti.

    Algas verdes dum mar que não tem fundo,
    esse olhar são as flores do jardim
    do meu amor, do grande amor fecundo
    que encontras a chorar dentro de mim

    Não sentes tu a magia de um beijo meu
    quando docemente fito os olhos teus
    que o meu amor é grande como um oceano?

    E quando morre o sol e a noite vem
    escuto o silêncio e a voz do tempo
    e a dor que a minha alma tem…

    (memóras minhas...)

    Publicado por menina_marota em 07/20 às 01:54 PM
    Categoria: Poesia • (24) Comentários
    Quarta-feira, Julho 13, 2005
    E por vezes…


    Imagem de Jomané

    E por vezes as noites duram meses
    E por vezes os meses oceanos
    E por vezes os braços que apertamos
    nunca mais são os mesmos E por vezes

    encontramos de nós em poucos meses
    o que a noite nos fez em muitos anos
    E por vezes fingimos que lembramos
    E por vezes lembramos que por vezes

    ao tomarmos o gosto aos oceanos
    só o sarro das noites não dos meses
    lá no fundo dos copos encontramos

    E por vezes sorrimos ou choramos
    E por vezes por vezes ah por vezes
    num segundo se envolam tantos anos.

    (David Mourão-Ferreira)

    Publicado por menina_marota em 07/13 às 12:22 PM
    Categoria: Poesia • (16) Comentários
    Quinta-feira, Julho 07, 2005
    (des)humanidades

    pinto, de lápis e cores de água.
    suave ,
    não vá o lápis revoltar-se.
    os olhos do lápis partem-se em lágrimas se lhe
    transmito a dor disforme que me salta do ver.
    aguarelo-me inteiro,
    dessalinado,
    em ossadas-andantes-na-negritude-do-sangue-fome.
    não tenho ódios,
    nem raivas,
    nem palavras,
    nem gritos,
    sou indignação.
    por inteiro.
    afiado, como o lápis que me escreve,
    sem poesia nem perdão.
    pinto,
    suave,
    com o cuspo da ilusão.

    parem o tempo!
    já!
    ah se desse, parava-o eu,

    a cada segundo morre uma criança sem (a)deus .

    parem o tempo já.
    agora!

    para que não morra a criança que ainda não nasceu…

    já não grito.
    já não choro.
    sangro sal.
    uivo,

    sou animal.


    Imagem e Poema de Almaro
    (Com a devida autorização)

    Publicado por menina_marota em 07/07 às 10:52 PM
    Categoria: Poesia • (29) Comentários
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