Eternamente Menina
Serei eternamente menina, nas minhas memórias, nos meus amores, nos meus sorrisos... Esta é uma página, que se pretende não ser apenas de memórias de amores perdidos... mas sim, a lembrança de que o amor nunca morrerá no meu coração de menina...
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Pintura de Javier Azurdia
Queria ser capaz de ter as palavras certas para escrever o que me vai na alma.
Mas não as tenho, sinto-me perdida no tempo e no espaço, perdida no meio da gente, no meio de ninguém…
Procuro os meus sonhos. Aqueles que a ninguém confesso, procuro encontrar tudo aquilo que perdi e que nunca encontrei.
Sinto tudo como ontem, vivo no dia de hoje, preparando o amanhã.
Que me espera depois da noite? Que segredo me irá revelar o tempo? Anseio por uma vida, por um sentido, por amor, por um sonho que já foi realidade.
Perdi-me no tempo...Perdi-me em ti!
Quero voar pelo mundo, quero conhecer o que não conheço, quero amar o que não amo. Quero encontrar um sentido para a vida…
Quero deixar sair o que me vai na alma. Quero… quero… ou será, que na realidade, não quero, o que quero?
Sei o que procuro, sem saber o que quero.
Aspiro o ar que me envolve, que me lembra a ti, agarro-me à fina corrente invisível que ainda nos liga e penso… penso no tempo, no espaço, no ontem, no hoje, no amanhã, penso no momento....
Deste-me tanto, deste-me tão pouco, deste-me o tudo e tiraste-me o nada!
Sou tua. Profundamente tua, completamente tua e nada mais que tua. Quero ficar contigo; quero voltar ao passado, quero parar o tempo, o que sinto, o que receio.
Quero que leias isto. Que saibas quanto te amo...que passo as noites em branco, em busca de ti.
No frio que congelou a minha alma; quero que saibas que o tempo não passa, não mexe, não evolui.
Quero que saibas, o quanto significaste, significas e significarás para mim! Tu és parte de mim! Eu sou parte de ti....Ambos somos o todo!
Nunca te esqueças de mim.
Do amor que te dei. Do amor que recebi.
Sê feliz...
Imagem Eyes Galleries
Oh, meu amor,
É vão o teu desejo
de eu ficar indiferente,
calada, magoada.
O nosso amor,
o meu amor,
foi doçura,
foi loucura,
frenético,
alucinante.
Soube à aragem
de pinheiros,
à brisa do mar,
à velocidade da distância,
que percorreste sem pensar.
Esquecer-te?
Esqueceres-me?
Jamais será possível!
Quer queiras ou não,
viverás na saudade de
um Amor feito de palavras,
de sons,
do meu olhar,
no teu olhar,
de corpos suados,
de beijos molhados,
do teu corpo,
dentro do meu.
Esquecer-te não será fácil.
Esqueceres-me também não!
E, sempre que a luz
ermelha se acender,
vais pensar que sou eu,
porque o teu coração,
quer queiras ou não,
lembrará sempre
esta paixão, e
um Amor que foi teu.

Imagem de Victor Jorgensen
A água corre silenciosamente da torneira…e uma ténue linha de fumo desenha-se no espelho à minha frente, enquanto preparo os sais e as essências onde me quero banhar…
A música toca baixinho…e ao som da RFM dispo-me lentamente numa sincronia perfeita, respondendo ao apelo da música, difundida no Oceano Pacifico.
Acendo meia dúzia de velas, dispostas religiosamente, que acentuam ainda mais a luminosidade transmitida através do espelho.
A voz da cantora inebria os meus sentidos, enquanto calmamente entro na água tépida da banheira.
Embalada pela voz sensual nem me apercebo do tempo que passou, quando sinto a sua presença, olhando-me com olhos malandros, enquanto despe calmamente a roupa que cai a seus pés.
Fixo o corpo nu à minha frente e sorrio num convite descarado, que ele aceita sem hesitar.
Reconheço a música que toca neste momento…sorrio… esta música…
Sinto as mãos percorrerem-me, como acompanhando a melodia e deixo-me arrastar…
Os meus lábios sequiosos, percorrem a sua pele, impedindo as mãos de me tocar. Quero ser eu a comandar os meus desejos e explodir o frenesim que pressinto em mim.
Busco nele a força que aumenta o meu desejo.
Um tremor perpassa-me, quando sinto o seu calor e ergo-me vigorosamente em ondas, que vão e vêm em busca da sensação que sinto dentro do meu corpo.
Arranho os seus ombros, penetrando-me cada vez mais fundo, enquanto sinto os lábios húmidos correrem o meu seio, mordiscando-me de uma forma que me deixa completamente louca…
Não tenho forma de impedir a agitação que me deleita deixando-o cada vez mais próximo da explosão que eu tento controlar temendo o fim que se aproxima…
De repente, a força do seu abraço força-me a mergulhar e sinto, que nada pode impedir o vigor abrasador, que numa convulsão afunda até ao fim em mim…
Tremo, numa sintonia espasmódica, que não consigo impedir, enquanto a música ao fundo de tudo, continua a tocar…
Abro os olhos… que loucura a minha…tremendo de frio, sozinha neste sonho, deixando as velas apagar…
(memórias minhas...)
debruço, às vezes serena, o meu olhar,
para no meio do sol poente
ver o Mundo por mim passar.
Já fui menina e moça e ergo, contente,
os meus olhos castanhos para o ar
e, ao clarão do luar adolescente,
como todos, um dia aprendi também a amar.
E fui princesa de sonhos estonteantes,
heroína de mil baladas e poemas,
nos braços do meu cavaleiro andante
descobri os prazeres de ser terrena.
Desfolha-se na areia mais um dia:
uma dor, uma esperança, uma alegria.
O dia morre. Uma saudade vem
na magia que este Mundo tem.

De asas abertas na imensidade,
pássaro faminto de liberdade,
voa, voa…
és viajante, cruza o espaço
que o teu vôo não tem cansaço
voa..voa…
Sentido sonho o que sonhaste
por sobre campos, águas e flores,
fala de sentires e amores
e, voa como os falcões
contornando os furacões…
Pássaro que sentis a tempestade
quando ela ao longe vem,
voa nessa claridade
do puro azul que vos faz bem!
Neste dia… um novo começo...