Eternamente Menina
Serei eternamente menina, nas minhas memórias, nos meus amores, nos meus sorrisos... Esta é uma página, que se pretende não ser apenas de memórias de amores perdidos... mas sim, a lembrança de que o amor nunca morrerá no meu coração de menina...
Partilho
Arquivo
Categorias
Locais de Memória
Memórias Actuais
Blogues que Visito
Estatísticas
Pesquisa
Pesquisa AvançadaCréditos
Powered by ExpressionEngineOriginal de BlogMoxie
Redesenhado por © CB&RB
Alojado por mgrande.com
alegre, sol no coração
que o poeta sente a
brisa correndo
lés a lés, movendo-se
em ditongos de
oração.
Entre palavras
voa uma gaivota
seduzida pela aragem
nascida das ondas
(brisa marinha com aroma a jasmim)
face a face
com a lua que envergonhada
se esconde numa nuvem
e a deixa passar.
É na palavra partilhada
ousada
inebriante de anseios
que os enamorados
lado a lado
caminham entre
sulcos de desejos
na demora de um tempo,
audacioso, que transmita
o tumulto dos seus corações
bravios, sedentos, ardentes
de mil afectos
e se unam no desejo incontido
corpo pele suor
e mitiguem a sede abrasadora
dos seus lábios.
É a palavra
partilha de sentimentos
que se cruzam na vida
e no coração.
Imagem Marcin Nawrocki
Gostava de ser pedra
para não me magoar.
Gostava de ser ferro
para que não me
magoassem.
Gostava de ser rio
para que minhas lágrimas
com seu caudal se
confundissem.
Gostava de ser mar
para nele navegar e do mundo
em outro mundo me albergar.
Pintura de Steve Hanks
Existem raízes no tempo das memórias
mãos de ternura que meu olhar
alcançou,
nas fragas dos dias
de mar serpenteado, entre
a branca espuma de um beijo,
que uma gaivota levou.
O limite do sonho que se solta
no amanhecer do céu azul,
ombreia a tela da vida,
pétala a pétala, borboletas em
flores na paisagem saltitam,
percorrendo
na perenidade dos dias quentes,
o pólen dos girassóis,
semente em meus dedos,
eternizando, uma a uma,
a carícia dos teus lábios
que em meu corpo perdura.
Existem raízes no tempo das memórias
em espelhos de linguagem,
olhares,
silêncio e ternura
que sobrevivem no aroma dos dias.

Os teus descem à minha boca
que sorri e penetras-me
com a doçura da alma e a
força de um guerreiro.
No silêncio da sala
a música entoa ao som
do coração e, lentamente,
como um pestanejar, o calor
dos nossos corpos aproxima-se
como cavalo a galope numa pradaria.
Tuas mãos, minhas mãos,
percorrem nossos corpos
que se desnudam em cada dedo que toca
nossas peles sedentas de magia.
Olho-te. Olhas-me.
E neste olhar está toda a febre
do sentir a ânsia de cada beijo
língua a língua escorrendo o mel da fantasia.
Na boca do meu corpo relembro
o teu beijar.
Orgasmos… mil deleites que
quero recordar na tua língua
que me percorre sem cessar.
A exaltação dos nossos corpos
como música - The Master –
frenesim do desejo - Divine –
que se ignora na paixão da pele
que comunga o mesmo sentir.
Olhas-me. Olho-te.
E nesse olhar de amor
desnudo
selvagem
ardente
que sente
com a mente
o desejo
de penetrar
possuir
com o tesão
do nosso sentir.
Olho-te. Olhas-me.
No desejo saciado
de nossos corpos
em leito descansados…
Olhas-me. Olho-te.
E sorrimos…
Fotografia de Alexander Vasilenko
Chove.
O vento sibilante entoa nas janelas fechadas mas eu sinto o meu corpo quente como nas tardes de Verão em que o vento me segredava poesias infinitas… em palavras arrojadas de significados como o desejo de uma donzela perante o seu primeiro amor.
A brincadeira das palavras acabou sem ter começado.
Palavras amenas que se cruzam numa encruzilhada desacertada de estar, afinal, no local errado.
Bendigo… bendito… o Português que me leva a acordo sem acordos, a palavras sem significados, vocabulários que se cingem, se entregam sílaba a sílaba a momentos que como o vento desaparecem por entre nuvens de chuva que lavam letra a letra a palavra mencionada e se retraem no pensamento de escrever e nada dizer.
Oh… como são pulcras as palavras partilhadas em dias de chuva, reflexo de sabedoria ou uma simples invasão de significados que a mente não lê?
E a chuva cai levando, lavando, cada palavra que desaparece no vocabulário da ilusão prenhe de se pensar o que se não lê, sem acordo, nem acórdãos…mas em Português.
Imagem Google
Diz-me o coração.
E nestes dias de frio
Natal é aconchego
Amor, fraternidade
Solidariedade…
Até quando é Natal?
Nos meus olhos
Interrogam-se dúvidas.
O coração vibrante de quente
Esquece por momentos
Fomes dolorosas
Batalhas perdidas
Amigos ausentes
Palavras amargas
Crianças feridas.
Por momentos tudo é perfeito.
As luzes brilham numa música suave.
Ao longe faz-se ouvir o cristalino riso
De uma criança que desconhece o fel da Vida.
Riso que entoa e cruza o frio de neve
derrete-a.
E, por momentos, só por momentos,
O olhar do Menino Jesus sorri,
Deitado nas palhinhas olhando a Virgem Mãe,
Que ternamente, de joelhos, proclama
O seu Nascimento…
É Natal!
que buscas na intemperança e volúpia do desejo
o calor da alma pressentida no júbilo da razão.
Deitas-te na terra húmida entre musgo verde e
adormeces na tempestade que o céu serenou.
Na terra orvalhada em chão de prata
onde o amor lavra e a chuva perdura
em palavras amenas que o coração dita
embarcas no sonho e na magia que a
neve da frieza em rocha dura não matou.
Não iludas o que aprouvera dos teus sonhos.
Falsa a magia do momento. Na natureza
nunca nasce a mesma água de parecida fonte.
prazeres.
Na ponta do meu seio o secreto desejo que penetra os meus
poros e
lentamente percorre as tuas costas sentindo o pulsar da tua pele
que em
êxtase solta um frémito sussurro enquanto as tuas mãos
cegas procuram o meu corpo
que desliza como ondas bravias no teu. Assim nos sentimos.
Assim nos entregamos na invenção do amor…
Há no ardor do teu corpo a ferocidade do mar quando arranhas
a minha pele e os teus lábios, entre palavras inaudíveis de sussurros,
a boca do meu corpo vens beijar.
Soltam-se fúrias de desejo há muito quietas de prazer
e no êxtase do momento, não há palavras por dizer.
Envoltos na seda da carícia que de nós escorre
a maciez das minhas coxas que te envolvem, roçam o teu corpo
num último ímpeto
e sôfregos deixamo-nos embalar no desejo que o corpo não domina
- a paixão ali se sente e predomina -
Assim nos entregamos, de novo, na invenção do amor…

Fotografia de Almaro
“Ao fundo, no longe de um abismo, o sax canta, sem músicos
Tu que respiras semente
Porque te escondes no acaso
Porque te escondes no escuro negro da noite?
(Almaro ) (mote)
pairas na contemplação do mar
ao longe os búzios
devolvem-te o sonho
música
nas velas do tempo
que se esconde
tímida
de te amar.
Nessas velas
que te envolvem
flutuas
sonhando
entre o rosa
e o cinzento
(sonhos, quimeras?)
tu,
sonhador,
pescador de búzios,
em busca dos alísios
que te arrastam para o
mar...

Imagem de Brita Seifert
Sinto teu corpo em mim
...e...assim…
alma sem fim
ardente
em tempo que persiste
rasgo de pele
veemente
em pensamento diluído
no tempo da promessa.
Tens na palavra
o encanto da brisa
na aragem lavrada.
Sinto a quietude do mar
melodia do solfejo
nas ondas que se espraiam
em areia e espuma
de mil cores
no vermelho pôr do sol
a lua entrega um beijo
e dança com a brisa
a canção dos seus amores
Poema de Otília Martel (Menina Marota)
na voz de
José-António Moreira in Sons da Escrita
(Desligar p.f. a música de fundo para ouvir o poema)

Pintura de Cristiane Campos
Nada direi de ti,
nem um só pensamento.
Num assomo, lentamente,
meu peito desgasta-se de palavras
que se repetem textualmente
pacientes, de toda a matéria que
se pressente para lá do que se não vê,
nem se imagina.
Entreaberto, como uma janela, meu coração
vislumbra o ocaso, em fragrâncias
de pétalas por entre caminhos
etéreos percorridos de mão em mão.
Sou quem sou.
Nesta forma de ser
não há espaço para intervalos
passeados entre os sentimentos
de olhos que nada vislumbram
nas profundezas da alma.
Rasgo meus sentidos e
abro a janela de sensações flóreas
para lá de todos os laivos de vida
que se sentem nas marés perdidas.
Hoje nada direi de ti.
Porque as palavras estão caladas
sossegadas, no fundo da alma,
e aí permanecerão.
(Poema de Otília Martel)
na voz de
José-António Moreira in Sons da Escrita
(Desligar p.f. a música de fundo para ouvir o poema)
Não sei dizer-te,
se o rio corre para o
mar
se a ponte encurta o
caminho
se o mar está em
maré-vaza.
Não sei dizer-te, amor
se amor, é a palavra certa
para te dizer,
se o meu coração parou ou
o tempo parou para nós.
A textura da tua pele
sente o arrepio
que diz a sede
da tua boca,
o orgasmo falhado dos
sentidos,
a fome que no teu
corpo espreita?
Não sei dizer-te
se o medo de perder-te
te fez perder-me,
se os beijos que guardei
para ti
já no tempo os perdi,
se foi a saudade que
nos matou ou
matámos a saudade dentro de
nós.
Não sei dizer-te,
Não sei…
Pintura de Olga Sinclair
Venço pensamentos
Na suave carícia da meia-noite
Tempo de paragem
Numa madrugada serena
Doce fragrância
Momentos diluídos
Na paisagem de encanto
Solitária
Preenchida no vácuo da esperança
Segunda vida
Que se repete
Como a aurora que rompe
Em cada amanhecer…
No horizonte do céu virtual
Esculturas de azul
Existir, Viver, Amar…
Mais que palavras
Éticas (ideais para não esquecer)
Equívocos que abrem feridas insondáveis
Viver o presente, melhorando o futuro
E dizer: não perco tempo,
Minha alma está limpa
Porque o crepúsculo
Partilha dos meus sonhos
E assim quero permanecer.

No deslumbre do amor,
vida, corpo, voz,
algodão doce, no céu azul,
que se descobre pela manhã
incutido no mesmo espelho e
esculpidos no espírito
(cumplicidade da memória)
das almas que se tocam…
bravias, sedentas, arrojadas,
por entre o cheiro da terra molhada.
Dentro da imaginação
não existem rituais,
mas ondas invisíveis
movendo portas e janelas,
sopradas nos dias de calmia,
gravadas, palavra a palavra,
na areia da vida, voando,
sem asas, através dos ventos,
como barcos que velejam ao sabor
de cada corrente…
Beijar e dormir na tua pele nua
no abraço que me fez tua,
figuração fervente de um sonho
que permanecerá na minha mente.

na bruma do desejo
infinito…
Tocar o mar
nas ondas salgadas
da tua boca
Tocar a terra
no chão molhado
do teu corpo
E perder-me
nos teus braços
como quem perde
o último fôlego
de Vida…
Neste dia, a todos os apaixonados...