<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?>
<rss version="2.0"
    xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
    xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
    xmlns:admin="http://webns.net/mvcb/"
    xmlns:rdf="http://www.w3.org/1999/02/22-rdf-syntax-ns#"
    xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/">

    <channel>
    
    <title>baby lónia</title>
    <link>http://www.mgrande.com/weblog/index.php/babylonia/</link>
    <description></description>
    <dc:language>pt</dc:language>
    <dc:creator>cacooco@hotmail.com</dc:creator>
    <dc:rights>Copyright 2008</dc:rights>
    <dc:date>2008-08-21T11:20:00+00:00</dc:date>
    <admin:generatorAgent rdf:resource="http://www.pmachine.com/" />
    

    <item>
      <title>Não me apetece</title>
      <link>http://www.mgrande.com/weblog/index.php/babylonia/nao_me_apetece_mjm/</link>
      <description>by Mário Cruz</description>
      <dc:subject>Divulgação</dc:subject>
      <content:encoded><![CDATA[<p></span>
<br />
<p align=justify>
E de vez em quando é assim: vivo numa suspensão de tudo, de interesses, de leituras, de escrita. Possivelmente é um erro supor-se que um interesse, seja qual for, reside nisso mesmo em que se está interessado. Não está. Um interesse remete sempre para outro e outro, até ao interesse final que tem que ver com a própria vida, o motivo global que nos impulsiona. Há pelo menos que haver uma razão final e genérica para que as razões circunstanciais ou ocasionais tenham um efeito propulsor. Há que termos essa razão, mesmo inconsciente, para que todas as outras actuem em nós. E o que não acontece quando por exemplo dizemos que estamos sem interesse. Não nos apetece ler, não nos apetece escrever, não nos apetece ir ao cinema, ouvir música etc, quando falta uma razão global em que isso se inscreva. E então dizemos sumariamente isso mesmo: que não nos <i>apetece</i>. Se temos um grande desgosto, se estamos condenados por uma doença etc. justifica-se o desinteresse por essa razão. Significa isso que essa razão é o fundamento global que nos falhou para qualquer outro interesse subsistir. Os que superam esse estado são excepcionais, ou loucos ou de força de vontade ou obsessivos, o que tudo é um modo de dizer que se está fora dos limites normais. Hoje estou em dia de suspensão - venho-o estando, aliás, há já dias. Só não sei a razão fundamental para que seja assim. Vou pensar aplicadamente, a ver se sei.
<br />
</P>
<br />
Vergílio Ferreira, <i>in</i> &#8216;Conta-Corrente 5&#8217;
<br />
</span>
<br />
</span>
</p>]]></content:encoded>
      <dc:date>2008-08-21T10:20:00+00:00</dc:date>
    </item>

    <item>
      <title>autenticidade</title>
      <link>http://www.mgrande.com/weblog/index.php/babylonia/autenticidade_mjm/</link>
      <description></description>
      <dc:subject>Poesia</dc:subject>
      <content:encoded><![CDATA[<p></span>
<br />
<p align=justify>
ai o fantasiar perene
<br />
a manufacturar o teu rosto
<br />
enquanto tudo está a acontecer
</p>
<p>
não ter ilusões
<br />
deixar que mature o mosto
<br />
na ilusão de te reter
<br />
</P>
<br />
</span>
</p>]]></content:encoded>
      <dc:date>2008-08-14T13:30:00+00:00</dc:date>
    </item>

    <item>
      <title>entre&#45;mim</title>
      <link>http://www.mgrande.com/weblog/index.php/babylonia/entre_mim_mjm/</link>
      <description>civilian defense II (1942) by Edward Weston</description>
      <dc:subject>Poesia</dc:subject>
      <content:encoded><![CDATA[<p></span>
<br />
<p align=justify>
| As Grandes Histórias são aquelas que já ouvimos e queremos voltar a ouvir. Aquelas onde podemos entrar e morar confortavelmente. Que não nos surpreendem com o imprevisto. Sabemos como acabam, porém ouvimo-las como se não soubéssemos. Tal como, embora sabendo que um dia havemos de morrer, vivemos como se o não soubéssemos. Nas Grandes Histórias sabemos quem vive, quem morre, quem encontra o amor e quem não o encontra. E, contudo, queremos saber de novo. | 
<br />
Arundhati Roy<i> in</i> &#8216;O Deus das Pequenas Coisas&#8217;
</p>]]></content:encoded>
      <dc:date>2008-08-08T19:08:00+00:00</dc:date>
    </item>

    <item>
      <title>cobardia</title>
      <link>http://www.mgrande.com/weblog/index.php/babylonia/cobardia_mjm/</link>
      <description>prisioner by Misha Gordin</description>
      <dc:subject>Poesia</dc:subject>
      <content:encoded><![CDATA[<p></span>
<br />
<p align=justify>
| Parece estranho, mas é verdade: os nossos sentimentos, as nossas vontades, e mesmo nós próprios ainda não estávamos inteiramente em nós. Mais estranho ainda seria eu dizer: ainda não nos tínhamos afastado suficientemente de nós próprios. |  Robert Musil <i>in</i> &#8216;O Homem Sem Qualidades II&#8217;
<br />
</P>
</p>]]></content:encoded>
      <dc:date>2008-08-07T00:53:00+00:00</dc:date>
    </item>

    <item>
      <title>nada digas</title>
      <link>http://www.mgrande.com/weblog/index.php/babylonia/nada_digas/</link>
      <description>dignity by r.e.</description>
      <dc:subject>Poesia</dc:subject>
      <content:encoded><![CDATA[]]></content:encoded>
      <dc:date>2008-07-10T19:59:00+00:00</dc:date>
    </item>

    <item>
      <title>o artifício do fogo</title>
      <link>http://www.mgrande.com/weblog/index.php/babylonia/o_artificio_do_fogo_mjm/</link>
      <description>liquid shadow by Misha Gordin</description>
      <dc:subject>Poesia</dc:subject>
      <content:encoded><![CDATA[]]></content:encoded>
      <dc:date>2008-06-24T19:11:00+00:00</dc:date>
    </item>

    <item>
      <title>a tua luz</title>
      <link>http://www.mgrande.com/weblog/index.php/babylonia/a_tua_luz_mjm/</link>
      <description>René Magritte, Le double secret (1927)</description>
      <dc:subject>Poesia</dc:subject>
      <content:encoded><![CDATA[<p></ span>
<br />
<p align=right>
|  O amor é um misticismo que quer praticar-se, uma impossibilidade que só é sonhada como devendo ser realizada.| 
<br />
Fernando Pessoa <i>in</i> &#8216;Livro do Desassossego&#8217;
</p>]]></content:encoded>
      <dc:date>2008-06-19T00:34:00+00:00</dc:date>
    </item>

    <item>
      <title>criativa dúvida</title>
      <link>http://www.mgrande.com/weblog/index.php/babylonia/criativa_duvida_mjm/</link>
      <description>| mais importante do que obter respostas, é nunca parar de fazer perguntas | mjm</description>
      <dc:subject>Poesia</dc:subject>
      <content:encoded><![CDATA[<p align=justify>
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;não me respondas 
<br />
nunca à primeira pergunta
<br />
que em cascata precipitas em torrente 
<br />
muitas outras em permuta
<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;a cada resposta dada 
<br />
nova dúvida é levantada 
<br />
infinitamente insaciável é a nascente sem rotura
<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;a procura
<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;a eterna procura é fungo que fermenta 
<br />
a criativa dúvida 
<br />
é nascente da torrente 
<br />
mãe fecunda 
<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;pergunta e resposta são reflexo 
<br />
espelho impressionado no convexo 
<br />
desfocando tudo 
<br />
o que o desejo perpetua
<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;entende em quem pergunta
<br />
o que procura
<br />
mas não forneças nunca o álibi 
<br />
pois cessas 
<br />
na promessa da resposta 
<br />
a demanda à criatura
<br />
</P>
<br />
<img src="http://www.rodneysmith.com/images/stock/HSI080412507.jpeg" " width="345" height="295" border="0" />
</p>
<p>
<p align=justify>
Photos by <a href="http://www.rodneysmith.com/" title="Rodney Smith">Rodney Smith</a>
</p>]]></content:encoded>
      <dc:date>2008-06-13T23:49:00+00:00</dc:date>
    </item>

    <item>
      <title>Frágil</title>
      <link>http://www.mgrande.com/weblog/index.php/babylonia/fragil_mjm/</link>
      <description>Dreaming of Heart by Lylia Corneli</description>
      <dc:subject>Poesia</dc:subject>
      <content:encoded><![CDATA[<p></ span>
<br />
<p align=right>
| <i>Essa a função de tantas vigílias: falar noites para arrumar os dias</i> | mjm
<br />
</P>
<br />

</p>]]></content:encoded>
      <dc:date>2008-06-12T23:42:00+00:00</dc:date>
    </item>

    <item>
      <title>latidos</title>
      <link>http://www.mgrande.com/weblog/index.php/babylonia/latidos_mjm/</link>
      <description>by Lilya Corneli</description>
      <dc:subject>Poesia</dc:subject>
      <content:encoded><![CDATA[]]></content:encoded>
      <dc:date>2008-06-06T00:02:00+00:00</dc:date>
    </item>

    
    </channel>
</rss>