| O tempo que passa não passa depressa.
O que passa depressa é o tempo que passou. | Vergílio Ferreira
| A esperança, sempre adiada, de um relacionamento mais humano e mais completo nunca desaparece completamente, porque nenhuma relação humana se contenta com limites definitivos, restritos e rígidos. Permanece, portanto, a esperança, de que haja um dia uma relação «autêntica e profunda». E permanece durante anos, até mesmo décadas, até que um acontecimento definitivo e brutal (em geral, uma coisa como a morte) vem dizer-nos que é demasiado tarde, que essa «relação autêntica e profunda», cuja imagem tínhamos amado, também não existirá; não existirá, tal como as outras.|
in ‘As Partículas Elementares’, Michel Houellebecq
não sei porque não se escreve a luz
que cada um emana
se cada indelével
raio
única assinatura
traz nos caracteres inscrita
a criatura
(porque se impressiona
no papel memória
o panning da amargura?)