baby lónia

[a poesia habita quem não tem morada]

:: Sexta-feira, Abril 11, 2008

Falar sentidos


by Tabaimo in James Cohan Gallery


Pensei ter-te já dito o que sabia
Terei tão-só sentido; dito o refrão
Pois se o amor se sente – então, fervia!
Dizê-lo não sabe, nunca, o coração

Se já dizê-lo sabe é porque algures
História se tornou e a mente o conta
Se língua houvesse nele – bem que a procures!
Lográ-lo-ia assim de ponta a ponta

Ter siso era nem se questionar
Sentir; não sentir – apenas ser-se
Porém, não pára a mente de girar
“Como seria?”; “Será isto pertencer-se?”

Se hoje aqui retorno na eterna dúvida
Se falar sabe, se mente ainda com a mente
O amor perdi e a história me esconjura
A falar de memória – pois já não sente…

***

Irónico é o ponto em que a verdade
Tenta encontrar na vida e na saudade
Resposta que equilibre o desatino

Quando se é jovem, tem-se sempre pressa
Quando se é velho, nada disso interessa
- Cativos a intentar contra o destino!



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Quer o destino - o acaso, o que seja! - que se caminhe amiúde em paralelas.
Raramente quer, esse mesmo acaso, que de facto se encontrem no infinito!…
Mas, quando tal acontece, chamamos-lhe, por exemplo, Fado.
Daí que aqui ofereça estes versos à Cristina Nóbrega para que um dia o cante, caso eu o mereça.
Fixem este nome. Raro é o momento em que o infinito é de excelência!…


Publicado por mjm • às 12:12 AM • Categoria: Poesia blábláblá (0) •



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