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:: Segunda-feira, Maio 05, 2008

papel memória

| O tempo que passa não passa depressa.
O que passa depressa é o tempo que passou.
| Vergílio Ferreira



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| A esperança, sempre adiada, de um relacionamento mais humano e mais completo nunca desaparece completamente, porque nenhuma relação humana se contenta com limites definitivos, restritos e rígidos. Permanece, portanto, a esperança, de que haja um dia uma relação «autêntica e profunda». E permanece durante anos, até mesmo décadas, até que um acontecimento definitivo e brutal (em geral, uma coisa como a morte) vem dizer-nos que é demasiado tarde, que essa «relação autêntica e profunda», cuja imagem tínhamos amado, também não existirá; não existirá, tal como as outras.|
in ‘As Partículas Elementares’, Michel Houellebecq


não sei porque não se escreve a luz
que cada um emana

se cada indelével
raio
única assinatura
traz nos caracteres inscrita
a criatura

(porque se impressiona
no papel memória
o panning da amargura?)

Publicado por mjm • às 11:58 PM • Categoria: Poesiablábláblá (0) •

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