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liquid shadow by Misha Gordin
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Tudo o que vejo limítrofe ao meu canto
só prolonga a escuridão.
E eu queria queimar os olhos
com surpresas.
Emagreço os contrários
para equilibrar os invernos
e as chuvas que caem só pontualmente me molham.
[
O que vou escrevendo
sempre antecede os últimos pensamentos
]
Volto. Volto por método
dois passos à frente de onde me perdi.
Sei de um lugar
onde brotam malmequeres espontâneos
que se colam, gavinhando, à verticalidade
com que escrevo a vida.
[
Legitimo a urgência
: queria
queimar os olhos com surpresas
]
Conservo intacta
a taça onde me embriago.
[
A sede é uma simplificação que o corpo inventa
]
"E eu queria queimar os olhos
com surpresas...”
... quem não quer, Baby?
... e desfolhar malmequeres em lugares impossíveis?
sorvo. uma gota que seja…
belo, Baby
beijos
Eu diria, para além de belo…
Beijo
Perder o perdido dáva jeito. Mas fica sempre a merda do silêncio atravessada nos olhos!
Abraço!
Estou intermitente.
Esse ‘ eu queria queimar os olhos/ com surpresas’ é um achado raro. Belíssimo. E como se não bastasse, ainda tem ‘ sede é uma simplificação que o corpo inventa.’
Um poemaço, moça. Vai pra minha pasta de especialíssimos de MJM.
Muitos beijos, por eles. Ou kisses, plenty. Tanto faz, né?