Elaborar Comentário
by Mário Cruz
E de vez em quando é assim: vivo numa suspensão de tudo, de interesses, de leituras, de escrita. Possivelmente é um erro supor-se que um interesse, seja qual for, reside nisso mesmo em que se está interessado. Não está. Um interesse remete sempre para outro e outro, até ao interesse final que tem que ver com a própria vida, o motivo global que nos impulsiona. Há pelo menos que haver uma razão final e genérica para que as razões circunstanciais ou ocasionais tenham um efeito propulsor. Há que termos essa razão, mesmo inconsciente, para que todas as outras actuem em nós. E o que não acontece quando por exemplo dizemos que estamos sem interesse. Não nos apetece ler, não nos apetece escrever, não nos apetece ir ao cinema, ouvir música etc, quando falta uma razão global em que isso se inscreva. E então dizemos sumariamente isso mesmo: que não nos apetece. Se temos um grande desgosto, se estamos condenados por uma doença etc. justifica-se o desinteresse por essa razão. Significa isso que essa razão é o fundamento global que nos falhou para qualquer outro interesse subsistir. Os que superam esse estado são excepcionais, ou loucos ou de força de vontade ou obsessivos, o que tudo é um modo de dizer que se está fora dos limites normais. Hoje estou em dia de suspensão - venho-o estando, aliás, há já dias. Só não sei a razão fundamental para que seja assim. Vou pensar aplicadamente, a ver se sei.
Também não me apetece.
Ainda pensei que passaria com as férias mas enganei-me.
Falar, cansa. E nem a feijões merece!
lembras que um dia chamou tua atenção alguém que estava remexendo em arquivos antigos de tua autoria? - pois é, Amiga, fazes falta, mas percebo tua “suspensão” (vez por outra acomete a todos nós). de todo modo, não esqueças (não esqueço!): és mui querida, até por quem só te “conhece” por meio das palavras que semeias.
ao postar este comentário não espero que as palavras voltem. espero que elas se aninhem em tua alma (quanta presunção a minha, hem? rss!).
uma beijoca fraterna e saudosa.
Muda lá isso! Uma pessoa vem aqui e é isto!
Não me apetecia ler este texto.
Mas, depois de o ler, apetecia-me que o texto tivesse continuação.
Ou seja, a motivação abre o apetite…
Abraço.
Eu ando mais ou menos assim, sabia?
Beijoutro.
Vou de férias.
Gostei do blogue. Pena que esteja a marinar… perto do mar, espero!
Beijos
de todo modo, quando num dia qualquer abrires a correspondência, verás essas palavras dançando:
um Bom Natal, Amiga!
BOM ANO DE 2009! E muitos beijos.
Parece que estamos no ano do Búfalo - o que para mim, que sou tigre, significa que um de nós terá de sair de cena, já que não há sítio onde caibamos em simultaneo. É aquela coisa de dois corposetc e tal.
Felizmente, sou felina: aproveito e saio já de cena - o búfalo que fique por aí, matando por matar em humano entretenimento.
Eu, vou jantar.
Já por várias vezes iniciei aqui um comentário sobre este post, mas acabei por não enviar porque tenho sempre a esperança que finalmente te apeteça partir a merda do cadeado.
Houve um dia que até escrevi um longo texto no word em que dissertava sobre várias questões, artísticas, filosóficas, religiosas, pessoais etc., para depois copiar para aqui, mas depois senti que devia esperar e não mandei.
Tens (?) todo o direito de não postar mais nada neste teu blog maravilhoso, onde tantas coisas foram escritas, por muitas pessoas, com tanta alma, com tanta arte, com a sublime paixão de quem escreve exactamente o que sente (mesmo que não te apercebas) de uma maneira simples (ás vezes pode parecer o contrário) mas tu no fundo, também és uma pessoa que escreve simples e consegues ser simplesmente arrebatadora!
És um quadro do Chagall, extremamente bem proporcionado, com toda a fantasia dos sonhos e ao mesmo tempo enfrentando a realidade que te envolve.
De vez em quando dou uma espreitadela para ver se a porcaria do portão podre já caiu ou se a merda do cadeado, qual cinto de castidade, já foi violado por marginais ou por algum sem abrigo, que sinta, que aí dentro encontra alguma protecção para o inverno que tem sido terrível, algum conforto para o seu corpo martirizado pelas condições adversas da puta da vida.
Não sei (volto atrás) se tens o direito de manter o “ solar” fechado, até que fique devoluto e finalmente caia, com todas as recordações de um passado rico em obras importantes para a posterioridade, Quem, como tu, nasce, cresce com qualidades de fazer grandes coisas, ensinar, criar, passar para …. (o povo?)
Estou-me a perder…
M.J. Sabes uma coisa? Quero que tu te fodas! (Este foi o primeiro pensamento que me surgiu hoje) após visitar o Baby Lónia e tornar a ver aquele cadeado maldito!
Nunca me esquecerei de um momento em que eu, na minha tumba, morto e enterrado “senti”, na relva do meu peito, uma mão firme que me puxava, um puxão para cima, e a seguir um doce beijo na minha boca “putrefacta” cheia de terra, que me fez abrir os olhos, e ver á minha frente uns olhos lindos e enormes…
Eram os teus olhos, não eram?
LV you Baby
For ever
Do teu sempre, incondicional amigo
Vasco
Não é bem tal e qual mas é bem tal e qual equivalente:idem.
(a nada a bruta se demove?)
ABRE-TE, SÉSAMO!!
"E o que não acontece quando por exemplo dizemos que estamos sem interesse. Não nos apetece ler, não nos apetece escrever, não nos apetece ir ao cinema, ouvir música etc, quando falta uma razão global em que isso se inscreva. E então dizemos sumariamente isso mesmo: que não nos apetece.”
Agosto, 21, 2008
“Hoje estou em dia de suspensão - venho-o estando, aliás, há já dias. Só não sei a razão fundamental para que seja assim. Vou pensar aplicadamente, a ver se sei.”
Tens certamente pensado aplicadamente, porque não te apetece. Possivelmente ainda não chegaste a uma conclusão (?), chegaste, claro, mesmo antes de teres escrito este post. Não te apetece dizer-nos porque não te apetece. Tenho imensa pena de vir a este blog e não ler as palavras, poemas, textos, muito bons que (quase) sempre escreves, que me habituei a ler e aprendi a gostar, mas começo a compreender que existem razões fortes para não te apetecer. Nós humanos temos diferentes e estranhíssimas maneiras de nos relacionarmos e de nos interpretar e nem sempre conseguimos fazer chegar aos outros aquilo que realmente sentimos. Tudo é subjectivo e relativo. Quando digo certas coisas, tipo obscenidades, asneirolas etc. Não é para te ofender, talvez espicaçar…, talvez gostasse que me respondesses à letra, para te sentir viva, raçuda, com nervo… mais nada!
Às vezes digo que te amo, pode parecer-te uma expressão fútil, sem sentido, mas não é! Amo-te! Em português, leva-nos sempre a pensar em namoro, desejo…, tb pode ser; Mas Amo-te pode significar muitas outras coisas, repara, amamos às vezes, cada um à nossa maneira as coisas mais incríveis, eu amo as Serras, as Montanhas quanto mais inóspitas mais eu vibro, amamos a Natureza selvagem e cruel, amo o mar quando está terrivelmente violento e quando está terrivelmente calmo, amamos os irmãos, os pais, os amigos, amamos o perigo, quando fazemos algo que nos dá prazer, amamos os artistas, escritores, poetas, mesmo que crápulas ou loucos que sejam ou tenham sido; Pintores… Pelo toque do seu pincel, pelos temas, pelas cores, pela técnica, inovação, criatividade… Oh pá… Amamos!
E eu amo-te, Ok?
E fica escrito
Vasco
Amas um gajo?
Se eu amo um gajo? Claro que amo, deixei no meu comm a minha opinião acerca disso. Mas em que contexto? Amo vários gajos: Amo Van Gogh, Apenas se pode chamar “gajo”, porque era do sexo masculino, de quem Soutine disse que amava mais do que o próprio pai, amo Cézanne, que para muitos foi o maior pintor de todos os tempos … depois de Rembrandt, amo Bonnard, pelo seu estilo artístico… Amo Josefa de Óbidos, Vieira Silva, … sei lá, [não eram gajo(a)s] … O termo não se adequa. Eram pessoas; Amo o meu pai q deus tem, amo os meus irmãos, que um deles, deus já levou, amo o Sol, o Mar, as Montanhas… Agora se amo um gajo, Maria João (penso que és tu o Anónimo da Silva) no sentido de amantes, não, não sou homossexual nem bissexual, nesse sentido, é mais difícil dizer quem amo, amar mesmo… Naquela de viver e dormir juntos… Não sei, talvez ame alguém, mas podes crer que não é um gajo, agora diz-me tu, anónimo(a), sejas lá quem fores, porque perguntas? Tens alguma dúvida?