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:: Terça-feira, Abril 14, 2009


by Tiago Teles


| (...) Era como se as figuras delgadas e desgarradas ameaçassem desaparecer completamente se eu olhasse demasiado para elas. Talvez fosse exactamente pela resistência que ofereciam ao meu olhar, quando as devorava, que me tivessem parecido sempre tão irredutíveis. Esta última fronteira intrespassável que nos separava e as retinha de sumir-se no ar, perante mim. Era esta fronteira que Giacometti aparentemente continuava a explorar. Após as experiências dos primeiros anos, o seu trabalho deixara de ser uma questão de inovação ou de constante alargamento do campo experimental. Ele parara a partir daí, interessado apenas na perplexidade final do momento em que presença e ausência se reduzem uma à outra.|
Jens Christian Grondahl, in SILÊNCIO EM OUTUBRO, Asa Editores, 1ª ed, Fevereiro 2000, p. 86




Lá onde o segredo esbarra contra a pele
nascem gritos
e é aí que todo o mistério resiste
Aqui apenas vive o que sobrevive
à verdade
a morrer em silêncios





saudades!...


Publicado por mjm • às 01:27 AM • Categoria: Poesiablábláblá (3) •

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