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The Eastern Garden (1980) by Olivia Parker
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nenhuma urgência no mundo
depende de
um poema
nenhuma urgência no mundo
é já por si
um poema
| Tudo é humanidade, e a humanidade é sempre a mesma - variável mas inaperfeiçoável, oscilante mas improgressiva. Perante o curso inimplorável das coisas, a vida que tivemos sem saber como e perderemos sem saber quando, o jogo de mil xadrezes que é a vida em comum e luta, o tédio de contemplar sem utilidade o que se não realiza nunca - que pode fazer o sábio senão pedir o repouso, o não ter que pensar em viver, pois basta ter que viver, um pouco de lugar ao sol e ao ar e ao menos o sonho de que há paz do lado de lá dos montes. |
Fernando Pessoa, in ‘Livro do Desassossego’
Mas será que o poema
depende de uma urgência?
E o poema
é já por si
uma urgência?
Fernando Pessoa, inultrapassável… (até agora)
Beijinhos
Se o poema não fosse urgente
dizia-se de outra maneira. Fazia-se.
E esse supra retrato endotérmico
endotérico
endofésico
endofásico
é uma epitome de mim
capitulo 3, parte II, cena I
Adeus que amanhã volto.
Sempre que deixo o Tejo, a sopa
cai-me mal.
tens razão - a poesia já não se come…
... a urgência é apenas sobrevivência!
beijo, Baby