baby lónia

[a poesia habita quem não tem morada]

:: Sábado, Julho 29, 2006

As pontes do amor

| Porque o encantado, o milagre, o bendito, pertence àqueles que erguem monumentos vivos que, se não celebra todos, abraça pelo menos o outro que tem sido a inspiração do paraíso - ainda que por uma noite ou pela vida inteira -, mas sempre em movimentos que não voltem para detrás do tempo vazio, não sinta saudades, não tema facas e não pereça pela fidelidade. | Ilidio Soares


Ah!
Poder chamar-te a mim
Sem medo algum de perder-te…
Repaginava os dias
Lambendo as pontas dos dedos
Ah!
O tempo
O dos beijos suaves
Aquele em que fomos milagres
Susteve-nos a meio da ponte


(...)
Soubeste que a tinham alargado?
Sim! Ruíu-lhe uma trave de lado
Chamaram peritos, houve inquérito a aflitos
O tal do processo foi analisado
Nas pontes, parar, avaria os sensores!
Imagina: engenheiros, técnicos; todos doctores
Não consideraram que houvesse amores
Nas pontes, sem fim destinado…


(...)
Se há pontes, amor, transitemos
Parados no amor viajemos
A ponte do amor é maior
Se no sonho do amor, meu amor,
Não tivermos parado

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Three Stages of Expectation I, II, III, Lilya Corneli

Publicado por mjm • às 02:04 AM • Categoria: Poesia blábláblá (4) •



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