baby lónia

[a poesia habita quem não tem morada]

:: Sexta-feira, Maio 12, 2006

Agora

Hoje
nem doença, nem nada.
curei-me.
sabes como?!
curei-me de cansada.
mcorreia

mcorreia,
eventualmente retorno à vida que suspendi por tédio, por destempo em rés-migalha. quando se catam minutos e se colam a um mostrador, rodam ponteiros no sentido dos ponteiros mas nunca - nunca!, mcorreia - no sentido do amor. a dor aprende-se de cor, ajeita-se ao seio e suga, suga o vazio, no tique ganho que gasta até mesmo o que não há. diverte-se aquele para quem as horas são um jogo de movimento, brincadeira entre ponteiros que se encontram uma vez por hora. o maior tapa o pequeno e lemos hora-e-minutos mesmo quando o braço grande é o que tapa o da hora…
diz-me agora, mcorreia, como farão eles ideia que nunca pára o agora?


Publicado por mjm • às 01:20 AM • Categoria: Poesia blábláblá (7) •



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